quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Conhecidos

A grande maioria das GPs que eu conheci eram de outras cidades/estados. É difícil ver uma garota que trabalhe na sua cidade natal, pelo fato de correr mais risco de ser reconhecida.
Eu me arrisquei. Trabalhei como GP na cidade onde nasci e cresci, e SIM! Encontrei conhecidos pelo caminho. Confesso que no começo pensei "em uma cidade grande como Floripa, será difícil encontrar um conhecido", mas aconteceu, e não foi uma vez só!
Na hora sempre era um susto, uma situação meio constrangedora, mas no fim das contas... Estávamos todos no mesmo barco! Eu como puta, eles como clientes, então... Dane-se!

A primeira vez aconteceu logo na primeira semana de trabalho. Eu estava indo para o quarto com um cliente, quando vejo um colega de longa data entrando na casa. Demos de cara um com o outro, mas não falamos nada. Entrei no quarto, e fiquei sabendo que ele acabou não fazendo programa e indo embora. Em seguida mandei uma mensagem pra ele no Facebook, mas ficou por isso mesmo. Falamos normalmente hoje em dia, mas meio que "de longe", sem muita intimidade.

A segunda vez conseguiu ser um pouco pior. Eu estava de folga pois estava mal, com virose, diarréia, vômito, aquelas coisas BEM chatas! Mas eu morava na casa de massagem, então fiquei por lá mesmo, deitada em um dos quartos. No início da noite a cafetina pediu para um cliente-amigo me levar na Emergência, e quando estou saindo da zona... Dou de cara com um cara que estudou comigo na PRIMEIRA SÉRIE!!
-Fulana? - Ele perguntou, me chamando pelo meu nome real.
Corri pra dentro do carro e não falei nada. Não queria ser vista naquele estado, saindo de uma zona... Com certeza não acreditaria que era virose mesmo, e o boato seria: "puta tendo uma overdose" hahah!
Ele perguntou para outra garota:
-Essa não é a Fulana?
E a colega respondeu:
-Não, o nome dela é Juliana!
Vai que cola, né?

Ainda na casa de massagem, consegui ir um pouco mais além... Já comentei aqui que minha memória fotográfica não é lá aquelas coisas! Pois é... Só fui lembrar que conhecia o cara no meio da transa, hahah! E ainda porque ele falou:
-Você não é a fulana, que tantos anos atrás acampou em tal praia com o fulano, o ciclano e a beltrana?
Opa! Não é que sou eu mesma? 
Agora que já estamos aqui, vamos continuar... Pensei, e continuei! Ele nem era tão conhecido assim.

Na boate ocorreu mais um caso. Dei de cara com uns 3 colegas que estudaram comigo na 7ª série! No começo tentei negar até a morte, que meu nome era Juliana mesmo e blá-blá-blá. Mas não colou, e no fim das contas foi até bom. Demos boas risadas, e eles me trataram com o maior respeito. Não atendi nenhum deles, mas um dia estava bêbada e fiz strip na frente de um (eles eram clientes meio frequentes). Morri de vergonha depois... Pô! Estudei com o cara, é foda né hahah!

E por fim, já trabalhando somente por anuncios, um cliente ligou, agendou, chegou na hora e... Era mais um colega de escola! Êêêê! 
-Eu te conheço! - Falei
-Eu também! - Ele respondeu
Mas não atendi... Ficou por ali mesmo, e não tivemos mais contato.

Sabe, nunca tive medo de me reconhecerem e saírem espalhando por aí, até porque as pessoas que realmente importam na minha vida (e tem idade para isso), sempre souberam da verdade, então eu não tinha o que esconder. Mas que é uma situação esquisita, não posso negar!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Chute na Bunda

Não tenho dúvidas que as histórias mais cabulosas que aconteceram comigo foram no início, na casa de massagem - como vocês devem estar cansados de saber. Lá foi meu choque de realidade, foi onde eu conheci o que é a prostituição mesmo, e também onde tive que lidar com a cafetina mais doida que eu já vi.

Bom, ela não era a pior pessoa do mundo, mas também estava longe de ficar entre as melhores. O que mais me choca até hoje é o fato de que na maioria das vezes ela se trancava no quarto e ficava nos monitorando através das câmeras. Ou seja, ficávamos a mercê de qualquer um que entrasse, e acreditem: entrava muita gente estranha! Bêbados, drogados, fugitivos, enfim - de tudo

Os curiosos também faziam parte do enredo... Afinal, o acesso era praticamente livre. Bastava tocar a campainha, e pronto! Funcionava assim: a campainha tocava, as meninas se posicionavam em pé, uma de nós abria a porta, apresentava as garotas, informava os valores, e pronto!
Na maioria das vezes era só escolher uma garota e ir pro quarto. Outros preferiam ficar no barzinho bebendo alguma coisa. E outros olhavam, e iam embora.

Certa noite entrou um grupo de uns 5 caras e 1 moça... Saíram de uma balada e resolveram mostrar pra ela como era a zona. Ninguém fez programa, foram lá apenas pra olhar - e a gente odiou, é claro!

Outra vez foi o que eu chamei de cara da TV. Eu não sei se aquela criatura estava doida ou algo assim, mas era um cara MUITO abusado. Ele foi recepcionado, as garotas se apresentaram, e o sujeito simplesmente sentou-se no sofá e começou a olhar pra TV.
"Está escolhendo com qual vai ficar" - eu imaginei.

Depois de alguns minutos ele pediu pra trocar de canal. Perguntei se ele não iria fazer programa ou consumir algo. E ele simplesmente disse que não, que iria só assistir a TV mesmo.
Não dá vontade de socar uma criatura assim? Pois é... Pedi gentilmente pra ele se retirar, e ele se negou - enquanto isso, a cafetina no quarto!
Continuei pedindo, e em certo momento ele se levantou e foi pra perto da porta. Não tive dúvidas: abri, e falei que se ele não fosse embora eu chamaria a polícia.
Quando ele se virou para a rua, dei um chute na bunda dele que fez ele quase rolar pelos degraus, e fechei a porta correndo, hahaha - foi um ato corajoso da minha parte, mas que nos rendeu boas risadas durante aquela noite! Na falta de segurança, o jeito que encontrei foi aquele. Ainda bem que deu certo, ufa!

É como sempre digo, não era fácil, nunca foi! Mas que eu me divertia muito entre um programa e outro, não posso negar!
Afinal, em certos momentos temos que rir pra não chorar, não é mesmo?

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Noite de Terror

Primeiro post de 2017! - Que bom chegar até aqui! Que seja um ano maravilhoso, próspero, alegre, prazeroso... E que as dificuldades nos façam crescer, aprender, evoluir cada vez mais!
Depois de todas as festanças de fim de ano, enfim estou voltando ao ritmo normal da minha nova vida - ufa!
Tenho valorizado muito os momentos de paz, de tranquilidade, as noites bem dormidas... Sabemos bem que nem sempre foi assim!

Um dia desses lembrei de uma noite de terror que passei em uma casa de massagem. Logo que comecei a trabalhar, eu não tinha onde morar. Abandonei um quartinho mofado pra ir morar na zona. No segundo mês aluguei um apartamento, mas não ficava muito perto da zona, e no início ir todo dia de táxi pra casa pesava no meu bolso. Então depois que a casa fechava, eu ficava lá dentro até o horário do primeiro ônibus.

A casa ficava no centro de Floripa, um lugar sinistro nas madrugadas - como em toda grande cidade. Muitos viciados pelas ruas, assaltos a comércios, brigas, enfim. Mas a cafetina morava na casa, então eu ficava lá tranquila. Teve uma noite que um ladrão (que provavelmente já conhecia a casa - perigo de zona: TODO MUNDO ENTRA, E CIRCULA PELO LUGAR!), entrou pela janela do bar e levou uma televisão. Agradeço até hoje por ele ter se contentado com a tv e não ter explorado outras partes da casa!
Até que briguei com a cafetina. E precisei ir pra outra casa, no mesmo esquema: dormir lá até umas 6h (em dias de poucos movimentos as casas fechavam por volta de 2h). Era uma casa grande, bonita, com piscina e tal. Ninguém morava lá, então eu iria ficar sozinha. O problema é que me contaram que a casa já havia sido invadida também, mas eu não devia me preocupar pois tinham reforçado as fechaduras e agora haviam câmeras. Oi? De que me adiantam câmeras, depois que algo tiver acontecido?
Mas, fazer o quê? Gato com fome lambe até sabão! Estava sem dinheiro no bolso, o movimento da noite tinha sido ZERO, e eu realmente precisava esperar o ônibus por lá. Todas foram embora (eram poucas, umas 4 ou 5 meninas), e eu fiquei. Hoje penso como fui tola, em não ter pedido pra ir dormir na casa de alguma delas - vai que alguma tivesse bom coração!
Mas não... Eu fiquei!
E quem disse que fechei o olho? Qualquer barulho, lá estava eu olhando aquela sala cheia de monitores, olhando minunciosamente um a um, conferindo que não estavam tentando invadir. De repente, vi numa das telas um nóia chutando o portão da casa. Meu corpo tremia por dentro e por fora. "Logo ele vai sair", pensei. Mas ele continua chutando. O portão era de ferro, e eu ouvia o barulho lá de dentro.
Comecei a ligar pra dona da casa. Devia ser umas 4h da manhã, e ela não atendeu. Liguei 190. Passaram-se uns 40 minutos, o nóia desistiu, e a polícia não apareceu. Não preguei mais o olho, óbvio.
As 6:30h da manhã fui pra casa. As ruas ainda estavam cheias de viciados acordados e alucinados, mas já tinham alguns trabalhadores também, e eu agradeci. Nunca mais dormi lá, preferia gastar 80 de táxi todo dia, valia bem mais a pena!!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Adios, 2016!

2016 está se encerrando, e é claro que eu vou fazer um post estilo retrospectiva hahaha!
Até porque esse foi um ano bem marcante. Começou com conquistas, terminando de ajeitar o ap/kitnet que eu aluguei no finalzinho de 2015.
Começar a atender sozinha foi um grande passo pra mim. Meu local nunca foi luxuoso, mas era bem aconchegante, e eu confesso que sinto um certo orgulho de tê-lo conquistado. Tendo em vista a situação de onde saí, me ver mantendo um apartamento para clientes ao mesmo tempo que iniciava a construção da minha casa me fez enxergar que Sim, eu consigo!, e sério, essa sensação é muito boa!

A metado do ano foi meio tensa. Tive uns dias bem cinzentos. Faltavam poucos meses para pendurar as calcinhas e a ansiedade tomou conta de mim. Eu estava aqui pensando lá, não conseguia viver o hoje, pensando no amanhã. Fazer programa foi ficando cada vez mais complicado. Muitas vezes dormi ou acordei chorando, me sentindo pesada, confusa. Às vezes passava o dia inteiro olhando pras paredes e comendo feito um leão dentro do ap. Mas enfim, esses dias são necessários pra que a gente possa valorizar os bons. Adorava os clientes que iam mais pra conversar do que transar. Vocês são ótimos! Obrigada por todos que lembravam que existia uma pessoa por trás da "Juliana Ramos", no final isso era muito importante pra mim. 😊

Me aposentei. Me fez bem. Meu ciclo como Juliana já estava predestinado a isso.
Tudo está novo, está bom, está gostoso, está fluindo.
Foi um ano de reencontros na minha vida pessoal, de voltar a ter contato com algumas pessoas que eu não via a mais de 10 anos. Pessoas de diferentes épocas voltaram pra minha vida, e isso me fez ver que realmente tudo acontece como tem que acontecer! Estou adorando essa nova vida, e sou grata a 2016 por isso, por ter sido (já no final do ano) o começo da minha nova história.

Que 2017 seja ainda melhor! Paz e saúde pra todos! 🍀

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Tapa na Cara

Uma das coisas que me incomodava muito nesse tempo que trabalhei como GP, era a falta de semancol de alguns clientes. Aquele tipo de pessoa sem noção, sabe?

Eu sempre achei desnecessário falar para algum cliente que não estava mais afim de atendê-lo. Geralmente quando a pessoa não atende mais e/ou não retorna suas mensagens, ela não está afim. Mas existem pessoas que não percebem isso tão claramente, e se tornam chatas.

Eu desisti de poucos clientes. Alguns não eram muito agradáveis, mas só apareciam de vez em quando, então eu suportava numa boa um certo mau hálito, suor em excesso, ou assuntos estranhos. Até uma grosseria ou clientes antipático a gente atura de vez em quando... Business!! O problema é aturar isso com frequência, os atendimentos com clientes desagradáveis  se tornam torturantes, então eu começava a evitar. Nada pessoal!

Mas como o assunto inicial é a falta de semancol, não poderia deixar de citar um "causo".
Cliente bonitão, uns 40 anos, tipo galã de novela. Bem vestido, viagens pro exterior frequentes, essas coisas.
Daí ele começava a transar e quebrava todo o encanto.

Suava demais, do tipo que pinga em cima da gente. Queria que eu gozasse 20 vezes em meia hora, transava em posições estranhas e sufocantes, pedia desconto, e SEMPRE insistia em comer meu cu (e eu NÃO fazia programa completo, e ele sabia disso!!).

Estivemos juntos algumas vezes antes de eu decidir parar de atendê-lo.
Bloqueado no Whats e chamadas encaminhadas para lista de rejeição - tudo OK!

Dias depois meu celular toca. Cliente novo, pedindo informações sobre atendimento e cachê, endereço, ponto de referência. Horário marcado!

Quando abro a porta, quem é???
Ele mesmo! O fulano que eu bloqueei de tudo! 😨

-Tá me evitando é Juliana?

Eu com aquela vontade de dizer "SIM!!!", mas lembrei que estava sozinha com ele em um apartamento/kit net, e que ele era professor de Jiu Jitsu e já havia me dado sinais de transtorno, além de estar quase sempre sob efeito de cocaína.

-Eu? Nãooo! Deve ser desencontro de horários! - Disfarcei.

E lá fomos nós pra mais um programa. E aí ele insistiu nessa história de eu estar o evitando, ficava falando isso no meio da transa. Como se não bastasse, ele gostava de dar uns tapinhas, e dessa vez me deu um TAPÃO no rosto, no meio do sexo, e continuou fudendo como se não fosse nada. Que raiva!

Fiquei sem reação na hora. Respirei fundo. Medo de falar alguma coisa e a situação ficar pior - perigos de atender sozinha! Me segurei, e fingi que aquele tapa fazia parte do sexo mesmo.
Quando ele saiu chorei, chorei muito. De raiva, de nojo, de medo.
Sim, eu podia fazer um escândalo. Com certeza iria apanhar e/ou perder meu local (que era ótimo!!) por causa da confusão.
Preferi respirar fundo e deixar passar, mas sei que aquele tapa não foi de tesão. 

Se você, que me deu esse tapa, estiver lendo essa mensagem, desejo que tome no meio do seu cu, e que lendo esse post se dê conta de como você poderia ser um ótimo cliente e se tornou extremamente desagradável.



E aos demais, que leram mais esse causo, acho que já perceberam que não era uma vida fácil como muita gente pensa, ne? Rsrs!

Ainda bem que o que não nos mata, nos fortalece! 😊

😙 Beijo especial aos queridos e queridas que comentam aqui, ao meu pessoal do Facebook (não bloqueei ninguém, excluí a conta), beijos para as meninas, galera do GP Guia, pessoas queridas que passaram pelo meu caminho... Boas festas!

❤❤❤

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Recuperada!



Várias vezes sentei em frente ao computador decidida a escrever algum texto para o blog, mas quem disse que a inspiração vinha?
Não por falta de assunto, pois tenho vários temas para abordar, mas depois de 2 anos e pouco vivendo nesse meio todo santo dia, minha cabeça realmente precisava de férias sobre tudo que é relacionado a prostituição.
Eu me dei esse tempo, merecidamente. Curti e estou curtindo a nova vida, a vida pós-putaria. Estou me saindo melhor do que eu imaginava, pontos pra mim!

Aquela busca louca por dinheiro cessou. Continuo precisando, como quase todo brasileiro hahaha. Mas não tanto como estava quando decidi me tornar GP.
Agora a minha busca tem sido pessoal, tentando me tornar um pouquinho melhor a cada dia, como pessoa mesmo. Aliás, isso é algo que recomendo a todas pessoas.

Desapeguei de todos os clientes. Sim muchachos eu sei que alguns ficaram chateados comigo, mas infelizmente não posso fazer nada a respeito. Afinal, todos tem sua vida, sua família, e nada mais justo que eu seguir a minha vida também, não é mesmo?
Aos que me apoiaram, torceram (e torcem) por mim, meu carinho especial. Gosto de pessoas que entendem que os caminhos são feitos para serem seguidos, e que cada um tem o seu!
Muitos disseram que não queriam que eu parasse, e dizem até que torcem pra eu voltar, e eu entendo o lado masculino transante de todos, mas convenhamos que não é uma vida que se deseja para uma mulher querida, né? 

Enfim, agora recuperada dessa jornada, volto a escrever no blog cheia de histórias pra contar.
Hoje passei só pra dar notícias mesmo 😉
Me aguardem!

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Pronto, falei!

Definitivamente, não existe fórmula mágica para um bom sexo. Tudo depende de química, sintonia, vontade, momento. O que um gosta, outro pode não gostar, e o que é bom com um parceiro, pode não ser tão agradável com outro. Não existem regras, não existem "caminhos secretos". Sexo é algo muito particular. Cada pessoa tem seu ritmo, seus fetiches, seus gostos.

Nesse período como GP vi, ouvi e vivi coisas que eu nem sabia que existia. Essa fase me ajudou a me conhecer melhor, a me soltar mais, a ter certeza do que curto ou não na cama (sofá, chão, pia, parede - ou qualquer outro lugar que der vontade).
Gosto de sexo, afinal uma boa transa faz bem, alivia o stress e as tensões, além de queimar calorias e deixar a pele ótima... Sem falar naquela sensação deliciosa da pegada, do corpo a corpo, e de bem estar após uma gozada. Mas estou longe de ser uma ninfomaníaca, não gosto de fazer sexo toda hora e nem com todo mundo. Preciso estar realmente afim, ser estimulada, e de preferência envolvida com o parceiro. Sexo casual nunca foi meu forte, gosto quando tenho alguma intimidade com a outra pessoa.
E, claro, sou uma mulher normal, tenho TPM, dor de cabeça, dias ruins, dias chatos, essas coisas.

O problema se der GP é que a gente não pode falar isso! E essa história de fingir estar sempre bem e cheia de tesão estava me sufocando como pessoa, porque é diferente de estar atrás de um balcão de loja fingindo estar bem. É transar com uma pessoa e precisar ser boa nisso sempre, pois um dia ruim pode te fazer perder um ótimo cliente! 
Como falar pra um cliente que "acabei de transar com um alemão de 2 metros que ficou 1 hora inteira metendo feito máquina. Tô afim só de conversar, pode ser?", tenho certeza que a maioria ficaria frustrado e me acharia péssima profissional, marcaria pra outro dia ou conversaria por 10 minutos e depois começaria a me alisar achando que acenderia "a chama do tesão mágico" instantaneamente. Desculpa gente, mas como profissional muitas vezes precisei fingir prazer, afinal os homens procuram por uma mulher safada, que está sempre afim de dar loucamente e pronta pra gozar! Essa é a imagem que vende! O jeito é colocar um sorriso no rosto e gemer gostoso, mesmo nos dias mais cinzentos.

Também pude perceber que muitos homens não se importam verdadeiramente com o prazer da mulher. Alguns realmente só metiam, gozavam e iam embora. Outros conversavam, eram carinhosos e realmente gentis. Mas no sexo mesmo, foram poucos os que realmente se preocupavam em notar ou perguntar o que eu gostava e não gostava na cama. (Por favor, não generalizem!) Claro que talvez agissem assim pelo fato de estarem pagando, mas eu não poderia deixar de comentar sobre esse fato, até para que fique como uma dica! Questionem, conversem, prestem atenção nos sinais que o corpo da mulher dá, conheça o corpo da mulher, respeite as vontades, quando a mulher não curte alguma coisa, mesmo se você "fizer com jeitinho", não vai ser bom. Obrigada!!

Pronto, falei!
Grande beijo e até a próxima!!