O que fazer quando a vontade de dar aquela trepada é grande, mas o corpo não reage mais da maneira desejada?
Muitos homens passam por isso, devido a idade ou problemas de saúde, e optam pelos estimulantes sexuais. Tenho alguns clientes funcionando super bem com os benditos medicamentos, mas é sempre bom lembrar que antes de tomar qualquer remédio, a ida ao médico é obrigatória! Vai conversar com o doutor, fazer um check-up... Nada de sair tomando remédio sem indicação, só porque "deu certo com o amigo".
Uma vez atendi um garoto, de 19 aninhos, que tomou um "azulzinho" pra ver como era (como se precisasse). Resultado: o menino teve taquicardia, suava frio, tremia, e mesmo assim tentou transar por teimosia. Não rolou, claro. Acabou indo embora passando mal, e de pau duro.
Outra experiência que não foi muito legal aconteceu com um taxista que de tanto me levar pra casa após as noitadas nas boates acabou ficando quase íntimo. Ele me contou que conseguiu um esqueminha com duas moças, e ficou nervoso, sem saber se daria conta do recado. Lá foi ele, tomar o remedinho "milagroso" pra não fazer feio na hora. Resumo da ópera: transou pra caramba mas não conseguiu gozar de jeito nenhum, as mulheres pediram peloamordeDeus pra parar e acabaram todos dormindo. No dia seguinte ele estava com o saco roxo, inchado, sem conseguir nem andar direito de tanta dor. Ligou pra farmácia e acabou gozando com uma compressa de gelo nas bolas.
Teve uma bela noite que eu estava de papo com um senhor (na boate), tomando umas doses na conta dele, e jogando todo meu charme pra conseguir um programa.
"Vou no banheiro e em 30 minutinhos a gente vai pro quarto" - ele me disse.
Ele foi pro banheiro e demorou pra voltar. De repente fico sabendo que ele tentou tomar o remédio na pia do banheiro, deixou a pílula cair pelo ralo, e como se não bastasse ARRANCOU O CANO pra ver se conseguia pegar a pílula de volta. Imaginem só o desespero da pessoa pra fazer uma coisa dessas!!
Não teve jeito, e não teve foda. Fazer o quê?
Por fim, não podia deixar de citar um senhorzinho que frequentava a casa de massagem. Ele devia ter seus 80 anos (ou mais) e já não estava na melhor forma física, tanto que o taxista precisava ajudar a subir os 3 degraus da porta. Chegando lá, ele chamava umas 4 ou 5 meninas pro quarto e pedia pra ficar fazendo carinho nele.
Esse não tomava remédio nenhum, e não conseguia ereção, mas se deliciava vendo todas aquelas garotas peladas o acariciando.
"Se fosse uns 50 anos atrás eu tava comendo todas vocês", ele dizia. E eu me divertia, pensando o quanto aquele vozinho já tinha aprontado.
O tempo passa pra todo mundo, é a vida! A gente pode até amadurecer, mudar de opinião, melhorar alguma coisa... Mas a nossa essência, essa continua. E se a pessoa gosta de sexo, não tem jeito, pode fazer 100 anos e vai continuar gostando da coisa. Se a Medicina pode ajudar, bora ser feliz e continuar transando até quando der!!
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quinta-feira, 29 de setembro de 2016
quarta-feira, 13 de julho de 2016
Cliente J
-Nossa! Quando o J te ver vai ficar louco. Ele costuma ficar horas e horas no quarto, é um cliente muito bom. - dizia a cafetina nos meus primeiros dias de trabalho.
J era um cliente conhecido nas madrugadas da casa de massagem assim que comecei a trabalhar.
Paralelamente, eu ouvia outras garotas falando:
-Ah, eu odeio atender o J. Ele é irritante.
E outras:
-Eu adoro, só fico lá deitada e deixo ele falar.
As opiniões eram divididas, algumas diziam que ele era querido, outras o achavam maluco, e eu - que estava iniciando "carreira" na putaria não conseguia imaginar o que esse tal J tinha de diferente.
Eu perguntava e ninguém me contava nada demais, o J era meio que uma piada interna:
-Ele é tranquilo. Quando você conhecer vai entender. - Algumas me falavam.
Até que pela terceira ou quarta noite o tal do J chegou. Devia ter entre 35 e 40 anos, alto, ruivo, e bem elegante.
A cafetina estava certa: ele gostou de mim, e me escolheu para irmos ao quarto.
Entramos, trocamos algumas palavras, e ele perguntou se eu me importaria se ele cheirasse cocaína ali. Eu deixei, afinal eu já tinha percebido que aquela cena seria mais comum do que ele mesmo podia imaginar.
Ele cheirou, sentou na beirada da cama ainda de roupa e começou a conversar.
Disse que gostava de curtir o momento, que nem sempre chegava a transar com as meninas. Pediu pra que eu não tirasse minha roupa, e então ele mesmo tirou meus sapatos e eu comecei a entender porque as meninas riam tanto ao falar nele.
Começou a fazer massagem nos meus pés e falava:
-Oxiiii... Que péjinho munito menina! - com a voz de bebê mais enjoada que você puder imaginar.
-Xabe Juju, eu goxtu muito muito muito di converxar...
E seguiu me fazendo perguntas bem banais tendo em vista o ambiente que nos encontrávamos, como comida preferida, tipo de filme, etc. Cheirou cocaína e conversou (com voz de bebê) durante umas 3 horas seguidas.
No início eu achei que poderia ser um nojento com tendências pedofilas, mas ele não falou nada sobre sexo em nenhum momento - e nem tiramos a roupa. Apenas falava comigo e fazia carinho nas mãos e pés, não aparentava excitação sexual nenhuma.
As vezes me dava vontade de rir ao ver aquele homem falando daquele jeito. Mas eu me continha, afinal vai saber a reação da criatura, né? Eu ia dando assunto, e deixando ele falar.
Ele continuou frequentando a casa durante um bom tempo. Na grande maioria das vezes a cena se repetia: conversava por horas com voz de bebê (só ele, claro haha). Acho que transamos uma vez só, quando ele apareceu falando normalmente - nem parecia o mesmo J.
Em todas as vezes, já no final do atendimento (quando a droga tinha acabado), ele começava a se arrepender por estar ali, falava que estava gastando muito dinheiro e as vezes até chorava.
A depressão não durava muito, pois sempre sumia por no máximo um mês.
Depois que saí de lá nunca mais vi o J, e nem sei que lugar anda frequentando.
Nunca tive coragem de perguntar se ele não achava interessante procurar um psicólogo ou analista. Mas no fim das contas torço pra que esteja bem e, quem sabe, recuperado. Pois apesar de toda aparente loucura, sei que ele era uma boa pessoa!
J era um cliente conhecido nas madrugadas da casa de massagem assim que comecei a trabalhar.
Paralelamente, eu ouvia outras garotas falando:
-Ah, eu odeio atender o J. Ele é irritante.
E outras:
-Eu adoro, só fico lá deitada e deixo ele falar.
As opiniões eram divididas, algumas diziam que ele era querido, outras o achavam maluco, e eu - que estava iniciando "carreira" na putaria não conseguia imaginar o que esse tal J tinha de diferente.
Eu perguntava e ninguém me contava nada demais, o J era meio que uma piada interna:
-Ele é tranquilo. Quando você conhecer vai entender. - Algumas me falavam.
Até que pela terceira ou quarta noite o tal do J chegou. Devia ter entre 35 e 40 anos, alto, ruivo, e bem elegante.
A cafetina estava certa: ele gostou de mim, e me escolheu para irmos ao quarto.
Entramos, trocamos algumas palavras, e ele perguntou se eu me importaria se ele cheirasse cocaína ali. Eu deixei, afinal eu já tinha percebido que aquela cena seria mais comum do que ele mesmo podia imaginar.
Ele cheirou, sentou na beirada da cama ainda de roupa e começou a conversar.
Disse que gostava de curtir o momento, que nem sempre chegava a transar com as meninas. Pediu pra que eu não tirasse minha roupa, e então ele mesmo tirou meus sapatos e eu comecei a entender porque as meninas riam tanto ao falar nele.
Começou a fazer massagem nos meus pés e falava:
-Oxiiii... Que péjinho munito menina! - com a voz de bebê mais enjoada que você puder imaginar.
-Xabe Juju, eu goxtu muito muito muito di converxar...
E seguiu me fazendo perguntas bem banais tendo em vista o ambiente que nos encontrávamos, como comida preferida, tipo de filme, etc. Cheirou cocaína e conversou (com voz de bebê) durante umas 3 horas seguidas.
No início eu achei que poderia ser um nojento com tendências pedofilas, mas ele não falou nada sobre sexo em nenhum momento - e nem tiramos a roupa. Apenas falava comigo e fazia carinho nas mãos e pés, não aparentava excitação sexual nenhuma.
As vezes me dava vontade de rir ao ver aquele homem falando daquele jeito. Mas eu me continha, afinal vai saber a reação da criatura, né? Eu ia dando assunto, e deixando ele falar.
Ele continuou frequentando a casa durante um bom tempo. Na grande maioria das vezes a cena se repetia: conversava por horas com voz de bebê (só ele, claro haha). Acho que transamos uma vez só, quando ele apareceu falando normalmente - nem parecia o mesmo J.
Em todas as vezes, já no final do atendimento (quando a droga tinha acabado), ele começava a se arrepender por estar ali, falava que estava gastando muito dinheiro e as vezes até chorava.
A depressão não durava muito, pois sempre sumia por no máximo um mês.
Depois que saí de lá nunca mais vi o J, e nem sei que lugar anda frequentando.
Nunca tive coragem de perguntar se ele não achava interessante procurar um psicólogo ou analista. Mas no fim das contas torço pra que esteja bem e, quem sabe, recuperado. Pois apesar de toda aparente loucura, sei que ele era uma boa pessoa!
quarta-feira, 22 de junho de 2016
Casarão
Quando saí da casa de massagem fiquei perdida. Saí de lá em meio a uma discussão com a cafetina e outra garota, com 250 reais na carteira, aluguel e babá por vencer e sem saber pra onde correr, pois eu não conhecia outros lugares.
Voltei à estaca zero e comecei a ligar pra várias casas de massagem perguntando se precisavam de garotas. Algumas já estavam cheias, e outras fui visitar. Contei a saga toda por aqui.
O problema é que era muito difícil encontrar um ambiente "decente". A casa onde eu trabalhava podia ser horrível em questão de tratamento com as garotas, valor e clientes, mas era muito limpa e isso eu não posso negar.
Quando fui visitar outras, vi algumas que além de tudo de ruim, ainda por cima eram sujas, não trocavam nem o lençol e as toalhas.
Em uma dessas "visitas" em casas, fui parar num casarão desses antigos. Quando cheguei me deparei com a dona, uma coroa de biquíni amarelo.
Entrei e ela começou a me mostrar a casa. Na hora já não gostei, os quartos eram improvisados e alguns em vez de porta tinha apenas uma cortina, mas fiquei sem jeito de falar pra ela na hora.
Então ela foi me mostrar a "área de lazer".
-A gente gosta de deixar os clientes à vontade. Às vezes eles ficam na piscina, bebendo, depois resolvem fazer algum programa.
Quero que nesse momento, querido leitor, você imagine a cena que vou descrever: a parte dos fundos de um casarão antigo, grama precisando ser cortada urgentemente, sacos de lixo nos cantos das paredes, latas de cerveja e bituca de cigarro por tudo quanto é canto. Eis a piscina: de plástico, com suporte de ferro, a água devia bater na altura do meu joelho, mais ou menos. Ao lado, uns 4 homens e umas meninas nada simpáticas se revezando em cadeiras plástica e cadeiras de praia meio rasgadas e enferrujadas. O cenário perfeito para propagação de dengue, zika, chycungunha, micose, tétano e toda sorte de doenças imagináveis.
Queria sair dali correndo.
-Ah! E você ganha 2 reais por cada cerveja que o cliente pagar pra você.
Uau! Parece tentador hein! (Só que não).
-Você pode se trocar naquele banheiro ali. SAI DAÍ JENIFER! A MENINA VAI SE ARRUMAR! - A dona da casa disse enquanto me levava até o banheiro, enxotando outra menina que estava retocando a maquiagem.
Eu realmente queria ir embora dali. Mas fiquei com vergonha de falar, não sabia como dizer que me senti péssima naquele ambiente e não entendia como as garotas e os clientes se sujeitavam aquilo.
-Poxa, agora que lembrei. Esqueci de trazer meu buscopam, estou com uma cólica terrível. Vou na farmácia e já volto.
Sim, eu sei que poderia ter simplesmente ido embora, mas na hora preferi inventar uma desculpa.
Qual foi minha surpresa quando a dona falou que eu não precisava sair que tinha remédio lá.
Me entregou, e disse que qualquer coisa estaria na piscina.
Entrei no banheiro, esperei 2 minutos e saí de volta.
Fui em direção a porta de saída, uma das garotas ficou me encarando e eu disse:
-Vou ali e já volto.
Desci aquela rua sem olhar pra trás, com os passos mais rápidos que eu podia. Nunca mais voltei!
Voltei à estaca zero e comecei a ligar pra várias casas de massagem perguntando se precisavam de garotas. Algumas já estavam cheias, e outras fui visitar. Contei a saga toda por aqui.
O problema é que era muito difícil encontrar um ambiente "decente". A casa onde eu trabalhava podia ser horrível em questão de tratamento com as garotas, valor e clientes, mas era muito limpa e isso eu não posso negar.
Quando fui visitar outras, vi algumas que além de tudo de ruim, ainda por cima eram sujas, não trocavam nem o lençol e as toalhas.
Em uma dessas "visitas" em casas, fui parar num casarão desses antigos. Quando cheguei me deparei com a dona, uma coroa de biquíni amarelo.
Entrei e ela começou a me mostrar a casa. Na hora já não gostei, os quartos eram improvisados e alguns em vez de porta tinha apenas uma cortina, mas fiquei sem jeito de falar pra ela na hora.
Então ela foi me mostrar a "área de lazer".
-A gente gosta de deixar os clientes à vontade. Às vezes eles ficam na piscina, bebendo, depois resolvem fazer algum programa.
Quero que nesse momento, querido leitor, você imagine a cena que vou descrever: a parte dos fundos de um casarão antigo, grama precisando ser cortada urgentemente, sacos de lixo nos cantos das paredes, latas de cerveja e bituca de cigarro por tudo quanto é canto. Eis a piscina: de plástico, com suporte de ferro, a água devia bater na altura do meu joelho, mais ou menos. Ao lado, uns 4 homens e umas meninas nada simpáticas se revezando em cadeiras plástica e cadeiras de praia meio rasgadas e enferrujadas. O cenário perfeito para propagação de dengue, zika, chycungunha, micose, tétano e toda sorte de doenças imagináveis.
Queria sair dali correndo.
-Ah! E você ganha 2 reais por cada cerveja que o cliente pagar pra você.
Uau! Parece tentador hein! (Só que não).
-Você pode se trocar naquele banheiro ali. SAI DAÍ JENIFER! A MENINA VAI SE ARRUMAR! - A dona da casa disse enquanto me levava até o banheiro, enxotando outra menina que estava retocando a maquiagem.
Eu realmente queria ir embora dali. Mas fiquei com vergonha de falar, não sabia como dizer que me senti péssima naquele ambiente e não entendia como as garotas e os clientes se sujeitavam aquilo.
-Poxa, agora que lembrei. Esqueci de trazer meu buscopam, estou com uma cólica terrível. Vou na farmácia e já volto.
Sim, eu sei que poderia ter simplesmente ido embora, mas na hora preferi inventar uma desculpa.
Qual foi minha surpresa quando a dona falou que eu não precisava sair que tinha remédio lá.
Me entregou, e disse que qualquer coisa estaria na piscina.
Entrei no banheiro, esperei 2 minutos e saí de volta.
Fui em direção a porta de saída, uma das garotas ficou me encarando e eu disse:
-Vou ali e já volto.
Desci aquela rua sem olhar pra trás, com os passos mais rápidos que eu podia. Nunca mais voltei!
segunda-feira, 6 de junho de 2016
A Jessica Tá Louca
Dizem que nessa vida é difícil encontrar amigas verdadeiras, mas eu posso dizer que encontrei algumas pelo meio do caminho sim!
Meu conceito de amizade não é aquele de "tem que falar todo dia" ou "viver na casa do outro". Pelo contrário... Na minha opinião bons amigos são aqueles que seguem caminhos diferentes mas ao mesmo tempo estão sempre por perto, que a gente sabe que pode contar e vice-versa.
Minha amizade com a Jessica (nome de guerra) é assim. Ela tem a vida dela e eu a minha, não nos vemos com tanta frequência, mas temos um carinho grande uma pela outra e já tivemos boas provas de amizade.
Lembro do primeiro dia que ela chegou pra trabalhar na boate. Eu ja estava lá a alguns meses e pude notar que ela estava perdida: nunca havia trabalhado. Sempre gostei de dar uma mão pras meninas que estavam começando, porque sei que o começo é bem assustador e difícil, então eu e a Jessica começamos a conversar, beber, e rir juntas todas as noites. Logo ela estava craque, cheia de clientes, uma puta de primeira. Eu brincava que ela havia nascido pra isso, hahaha.
Quando comecei a fazer show de strip (sim gente, na noite eu me virava nos 30 pra garantir dinheiro no bolso rsrs) convidei ela pra fazer também, mas a danada morria de vergonha de ficar lá pelada na frente de todo mundo... Até que a tequila entrou na vida dela.
Certa noite um cliente começou a pagar doses de tequila, e a Jessica se empolgou. Não lembro o número exato de doses, mas ela tomou muitas. Resultado: em poucos minutos já estava dançando em cima do balcão, e não demorou muito pra tirar a roupa toda - a vergonha foi embora e ela alegrou a noite dos homens que estavam lá hahaha!
O cliente que estava pagando as doses era um velho conhecido, daquele que até os funcionários da zona conhecem pelo nome. Então ele convidou a Jessica para ir dormir na casa dele, e ela foi.
Detalhe: ela foi só de sobretudo, descalça, sem nada por baixo. Entraram no carro e tchau.
Dizem que chegando lá nem fizeram nada direito, pois estavam pra lá de Bagdá.
O melhor de tudo foi o dia seguinte: como ela ia fazer pra ir embora, sem roupa?
Pois chamaram um táxi, e ela foi novamente de sobretudo, sem nada por baixo, de volta pra zona, pra pegar o sapato e as roupas que tinham ficado por lá, descabelada, pálida, e morrendo de dor de cabeça.
Tem histórias que não dá pra deixar passar. Como uma boa amiga, eu não poderia deixar de registrar esse capítulo da tequila!!
quinta-feira, 19 de maio de 2016
Clientes
Não sei dizer quantos clientes já atendi desde que comecei a trabalhar como GP, nem sei se eu gostaria de fazer essa conta rsrs, mas foi o suficiente para me deixar "um pouco" mais experiente e para aprender a lidar com eles também.
Existe cliente de tudo que é tipo, estilo, idade, nacionalidade. São muitos os homens que pagam por sexo - isso é fato.
Alguns deles aparecem só de vez em quando, e outros tornam-se clientes fixos - são os que "sempre" vem, todo mês, toda semana, quase todo dia, enfim...
Certa vez atendi um cliente que começou a vir religiosamente todos os dias, durante umas 3 semanas. Não falhou nem um dia sequer! Até que simplesmente não apareceu mais... Acho que faliu, ou enjoou mesmo (espero que não tenha sido nada grave).
Entre tantos clientes, são diversas personalidades - claro.
Tem alguns que não querem só sexo, querem companhia mesmo. Conversar, namorar, passar o tempo com alguém.
Alguns mandam mensagens de bom dia, boa tarde, boa noite, e mandam mensagem pra perguntar se está tudo bem durante a semana.
Outros já separam bem o lado profissional do pessoal, e realmente só procuram quando querem marcar um horário.
A grande maioria é bem gente boa, transam, batem um papinho, e quando o tempo acaba pagam e vão embora.
Com alguns chega a rolar um carinho, tipo "amigos que fazem sexo", gosto quando rola essa afinidade, o programa flui e se torna leve.
Mas claro que existem os sem-noção também. Começando pelos grosseiros, ou que tem algo muito incômodo (como um que cheira cocaina e vive com o nariz escorrendo, eca). Esses normalmente eu atendo apenas uma vez e coloco na lista negra pra nunca mais atender. Tenho vários contatos nomeados de "não atender" ou "somente emergência" (que são aqueles que dá pra encarar mas só se estiver precisando muito de dinheiro rsrs).
Ou uns que tomam liberdade demais, e daí é preciso cortar as asinhas.
Já tive caso de cliente que achava que eu devia alguma satisfação. Ele vinha toda semana e às vezes me ligava pra saber como eu estava. Eu atendia e era simpática com ele, afinal era um bom cliente. Certa vez ele ligou no fim de semana, e eu não atendi (meu celular costuma ficar desligado). Na segunda-feira tive que ouvir ele me perguntando se eu estava tão ocupada que não podia atendê-lo, que ele queria me convidar pra sair (sabendo que só atendo de segunda a sexta), e queria saber o que eu estava fazendo. Oi?
E não para por aí... Pra não perder o costume, lembrei de um cliente da casa de massagem. Ele era motoboy, entregava lanches de madrugada, e de vez em quando ia me fazer uma visita. Sempre ficava meia hora, e até então nunca tinha me incomodado
Uma bela noite ele apareceu e tudo rolava bem, até que nosso tempo acabou. Ele pediu mais 5 minutos, e eu deixei. A cafetina começou a bater na porta, precisava liberar o quarto. Ele novamente pediu mais 5 minutos, e eu tentei explicar que realmente não dava, só se ele pagasse mais. Além da pressão da cafetina, eu também não tinha tempo a perder, ganhava pouco por programa e precisava atender outros clientes.
Ele começou a dizer que eu não tinha consideração por ele, que eu preferia os outros, saiu bufando e dizendo
-Vai lá vai... Vai atender teus clientinhos!
(Hoje claro que não brigo com ninguém por causa de 5 ou 10 minutos, mas quando trabalhamos para os outros não é tão simples assim).
Tento entender esse povo até hoje... Mas o que mais gosto nisso tudo é que o contato íntimo com os clientes me faz enxergar como as pessoas são diferentes uma das outras (ainda bem!).
Existe cliente de tudo que é tipo, estilo, idade, nacionalidade. São muitos os homens que pagam por sexo - isso é fato.
Alguns deles aparecem só de vez em quando, e outros tornam-se clientes fixos - são os que "sempre" vem, todo mês, toda semana, quase todo dia, enfim...
Certa vez atendi um cliente que começou a vir religiosamente todos os dias, durante umas 3 semanas. Não falhou nem um dia sequer! Até que simplesmente não apareceu mais... Acho que faliu, ou enjoou mesmo (espero que não tenha sido nada grave).
Entre tantos clientes, são diversas personalidades - claro.
Tem alguns que não querem só sexo, querem companhia mesmo. Conversar, namorar, passar o tempo com alguém.
Alguns mandam mensagens de bom dia, boa tarde, boa noite, e mandam mensagem pra perguntar se está tudo bem durante a semana.
Outros já separam bem o lado profissional do pessoal, e realmente só procuram quando querem marcar um horário.
A grande maioria é bem gente boa, transam, batem um papinho, e quando o tempo acaba pagam e vão embora.
Com alguns chega a rolar um carinho, tipo "amigos que fazem sexo", gosto quando rola essa afinidade, o programa flui e se torna leve.
Mas claro que existem os sem-noção também. Começando pelos grosseiros, ou que tem algo muito incômodo (como um que cheira cocaina e vive com o nariz escorrendo, eca). Esses normalmente eu atendo apenas uma vez e coloco na lista negra pra nunca mais atender. Tenho vários contatos nomeados de "não atender" ou "somente emergência" (que são aqueles que dá pra encarar mas só se estiver precisando muito de dinheiro rsrs).
Ou uns que tomam liberdade demais, e daí é preciso cortar as asinhas.
Já tive caso de cliente que achava que eu devia alguma satisfação. Ele vinha toda semana e às vezes me ligava pra saber como eu estava. Eu atendia e era simpática com ele, afinal era um bom cliente. Certa vez ele ligou no fim de semana, e eu não atendi (meu celular costuma ficar desligado). Na segunda-feira tive que ouvir ele me perguntando se eu estava tão ocupada que não podia atendê-lo, que ele queria me convidar pra sair (sabendo que só atendo de segunda a sexta), e queria saber o que eu estava fazendo. Oi?
E não para por aí... Pra não perder o costume, lembrei de um cliente da casa de massagem. Ele era motoboy, entregava lanches de madrugada, e de vez em quando ia me fazer uma visita. Sempre ficava meia hora, e até então nunca tinha me incomodado
Uma bela noite ele apareceu e tudo rolava bem, até que nosso tempo acabou. Ele pediu mais 5 minutos, e eu deixei. A cafetina começou a bater na porta, precisava liberar o quarto. Ele novamente pediu mais 5 minutos, e eu tentei explicar que realmente não dava, só se ele pagasse mais. Além da pressão da cafetina, eu também não tinha tempo a perder, ganhava pouco por programa e precisava atender outros clientes.
Ele começou a dizer que eu não tinha consideração por ele, que eu preferia os outros, saiu bufando e dizendo
-Vai lá vai... Vai atender teus clientinhos!
(Hoje claro que não brigo com ninguém por causa de 5 ou 10 minutos, mas quando trabalhamos para os outros não é tão simples assim).
Tento entender esse povo até hoje... Mas o que mais gosto nisso tudo é que o contato íntimo com os clientes me faz enxergar como as pessoas são diferentes uma das outras (ainda bem!).
sexta-feira, 15 de abril de 2016
La Gringa
Umas semanas atrás postei sobre a noite e as drogas. Hoje, pensando no assunto, lembrei de uma grande figura que conheci nos primeiros meses de trabalho.
Chamávamos ela de Gringa. Era argentina, paraguaia ou uruguaia - não lembro direito. Muitas meninas de países vizinhos vem trabalhar aqui no Brasil.
A Gringa tinha quase 40 anos, e cheirava muita cocaína. Ela meio que vivia para o vício (mas não incomodava ninguém), estava quase sempre sem grana, morava longe da filha e vivia em um relacionamento abusivo.
O marido dela era envolvido com tráfico e já tinha sido preso algumas vezes. De vez em quando ele ligava pra ela, pressionando-a a ganhar mais dinheiro. Eu ouvia ela falando:
-Mas mi amor, o movimento está fraco!
Ela era uma "puta velha". Não me refiro a idade, mas sim a experiência nessa vida. Trabalhava a muitos anos e me ensinou bastante coisa, até sobre minha própria segurança. Ela era uma pessoa boa.
Lembro de uma vez que a zona fechou e fomos dormir, e ela ficou me contando algumas histórias cabeludas que já tinha passado, como ficar refém de homens armados ou pular de um carro em movimento (ela trabalhou na rua - o que eu considero arriscado demais).
Também falou sobre o "amado" dela, e do medo que ela tinha dele.
Aprendi a não julgar as pessoas, e a Gringa me serviu de lição. Apesar de ser usuária, e aparentemente uma pessoa que, talvez, não tenha feito escolhas muito boas na vida, ela tinha um bom coração.
Quem somos nós pra julgar as escolhas dos outros? Ainda mais quando essas escolhas não fazem mal pra ninguém, a não ser para a própria pessoa?
Nossa cafetina vivia implicando com ela. Humilhava-a na frente de todas as garotas. Eu me perguntava como ela aguentava aquilo!
Um dia a humilhação chegou ao extremo... Era um sábado de movimento, e o marido da Gringa estava na cidade e ela precisou ir embora mais cedo. A cafetina começou a gritar, xingar, e jogou as coisas dela na rua. Foi horrível.
Ela foi embora, e eu nunca mais a vi.
Tenho um anel e um brinco que ela me deu. Não sei porque, mas um dia ela falou "é pra você...pra dar sorte". Não chegamos a ser mui amigas, mas o pouco tempo que convivemos foi o suficiente para notar algo de bom uma na outra.
A vida é feita disso... Pessoas que vem, que vão, algumas que servem de lição, de experiência, que nos ensinam algo, e algumas que se tornam especiais mesmo que sigam caminhos diferentes.
E eu desejo sorte para ela, onde estiver!
🍀🍀🍀
Chamávamos ela de Gringa. Era argentina, paraguaia ou uruguaia - não lembro direito. Muitas meninas de países vizinhos vem trabalhar aqui no Brasil.
A Gringa tinha quase 40 anos, e cheirava muita cocaína. Ela meio que vivia para o vício (mas não incomodava ninguém), estava quase sempre sem grana, morava longe da filha e vivia em um relacionamento abusivo.
O marido dela era envolvido com tráfico e já tinha sido preso algumas vezes. De vez em quando ele ligava pra ela, pressionando-a a ganhar mais dinheiro. Eu ouvia ela falando:
-Mas mi amor, o movimento está fraco!
Ela era uma "puta velha". Não me refiro a idade, mas sim a experiência nessa vida. Trabalhava a muitos anos e me ensinou bastante coisa, até sobre minha própria segurança. Ela era uma pessoa boa.
Lembro de uma vez que a zona fechou e fomos dormir, e ela ficou me contando algumas histórias cabeludas que já tinha passado, como ficar refém de homens armados ou pular de um carro em movimento (ela trabalhou na rua - o que eu considero arriscado demais).
Também falou sobre o "amado" dela, e do medo que ela tinha dele.
Aprendi a não julgar as pessoas, e a Gringa me serviu de lição. Apesar de ser usuária, e aparentemente uma pessoa que, talvez, não tenha feito escolhas muito boas na vida, ela tinha um bom coração.
Quem somos nós pra julgar as escolhas dos outros? Ainda mais quando essas escolhas não fazem mal pra ninguém, a não ser para a própria pessoa?
Nossa cafetina vivia implicando com ela. Humilhava-a na frente de todas as garotas. Eu me perguntava como ela aguentava aquilo!
Um dia a humilhação chegou ao extremo... Era um sábado de movimento, e o marido da Gringa estava na cidade e ela precisou ir embora mais cedo. A cafetina começou a gritar, xingar, e jogou as coisas dela na rua. Foi horrível.
Ela foi embora, e eu nunca mais a vi.
Tenho um anel e um brinco que ela me deu. Não sei porque, mas um dia ela falou "é pra você...pra dar sorte". Não chegamos a ser mui amigas, mas o pouco tempo que convivemos foi o suficiente para notar algo de bom uma na outra.
A vida é feita disso... Pessoas que vem, que vão, algumas que servem de lição, de experiência, que nos ensinam algo, e algumas que se tornam especiais mesmo que sigam caminhos diferentes.
E eu desejo sorte para ela, onde estiver!
🍀🍀🍀
quarta-feira, 30 de março de 2016
Empata Foda
Às vezes me surgem um monte de ideias para escrever aqui no blog, mas nem sempre dá tempo de postar. Se o dia tivesse umas 3 ou 4 horinhas a mais, não seria nada mal. Mas como a realidade não é essa, vou me virando nos 30 (ou melhor, nas 24h).
Os dias no meu local costumam ser corridos (mutchas gracias!), e além da putaria, tenho minha filha, casa, gatos, obra, yoga... Sem falar que na segunda vou começar a correr, e logo as aulas começam também. Ufa! Que haja saúde e disposição, e o resto se dá um jeito!
Mas vamos ao "causo".
Uma tarde dessas estava atendendo um cliente, quando começaram a bater na minha porta. Meu local é uma sala em prédio comercial (que transformei em um apezinho). Atendo sozinha, então organizo meus horários para que não haja encontro entre clientes. E todos eles sabem que só atendo com hora marcada, por isso não aparecem de surpresa (ainda bem!).
Ignorei as batidas na porta, mas elas continuaram.
"Deve ser alguém vendendo alguma coisa" - de vez em quando aparece algum vendedor ou alguém fazendo propaganda de alguma coisa porta a porta.
Continuei o serviço. Já estávamos sem roupa, o cliente pronto pro abate, mas as batidas continuavam e estavam ficando insistentes demais.
E a pessoa não se contentou em bater. Eu estava prestando um serviço oral(leia-se pagando boquete hahaha) quando começaram a mexer na maçaneta da porta e depois enfiavam alguma coisa na fechadura, tentando abrir.
"Agora tá demais!"
A essa altura o cliente já estava todo encolhido, pelado, se escondendo ao lado da geladeira, apavorado achando que poderia ser a mulher dele. Eu também pensei nessa hipótese.
"Como vou esconder esse homem numa sala de 35m2?"
Bom... Não podia deixar alguém ficar forçando minha porta né? "Se for a mulher dele eu me faço de louca e não deixo ela entrar, e se for algum doido eu taco spray de pimenta", foi meu pensamento na hora. Então criei coragem, me enrolei na toalha e abri uma frestinha da porta (nesse dia vi a importância de colocar um olho mágico - preciso urgente!). Dei de cara com uma senhora, tentando abrir a minha porta com uma chave.
"Não é aqui que está pra alugar?"
"Não senhora.
"Mas o moço me disse que é aqui. Me deu até a chave."
Olhei a chave, que tinha o número da sala gravado.
"Senhora, você está no andar errado!" - e apontei para o número da minha sala, que fica bem na porta.
Ela ficou sem jeito, pediu mil desculpas e foi embora.
Acho que nem imagina o susto que deu por alguns instantes! Era tão simples olhar e ver que estava no lugar errado (e na hora mais errada ainda rsrs).
Passado o susto, o atendimento fluiu normalmente.
Coisas que acontecem!!
Os dias no meu local costumam ser corridos (mutchas gracias!), e além da putaria, tenho minha filha, casa, gatos, obra, yoga... Sem falar que na segunda vou começar a correr, e logo as aulas começam também. Ufa! Que haja saúde e disposição, e o resto se dá um jeito!
Mas vamos ao "causo".
Uma tarde dessas estava atendendo um cliente, quando começaram a bater na minha porta. Meu local é uma sala em prédio comercial (que transformei em um apezinho). Atendo sozinha, então organizo meus horários para que não haja encontro entre clientes. E todos eles sabem que só atendo com hora marcada, por isso não aparecem de surpresa (ainda bem!).
Ignorei as batidas na porta, mas elas continuaram.
"Deve ser alguém vendendo alguma coisa" - de vez em quando aparece algum vendedor ou alguém fazendo propaganda de alguma coisa porta a porta.
Continuei o serviço. Já estávamos sem roupa, o cliente pronto pro abate, mas as batidas continuavam e estavam ficando insistentes demais.
E a pessoa não se contentou em bater. Eu estava prestando um serviço oral
"Agora tá demais!"
A essa altura o cliente já estava todo encolhido, pelado, se escondendo ao lado da geladeira, apavorado achando que poderia ser a mulher dele. Eu também pensei nessa hipótese.
"Como vou esconder esse homem numa sala de 35m2?"
Bom... Não podia deixar alguém ficar forçando minha porta né? "Se for a mulher dele eu me faço de louca e não deixo ela entrar, e se for algum doido eu taco spray de pimenta", foi meu pensamento na hora. Então criei coragem, me enrolei na toalha e abri uma frestinha da porta (nesse dia vi a importância de colocar um olho mágico - preciso urgente!). Dei de cara com uma senhora, tentando abrir a minha porta com uma chave.
"Não é aqui que está pra alugar?"
"Não senhora.
"Mas o moço me disse que é aqui. Me deu até a chave."
Olhei a chave, que tinha o número da sala gravado.
"Senhora, você está no andar errado!" - e apontei para o número da minha sala, que fica bem na porta.
Ela ficou sem jeito, pediu mil desculpas e foi embora.
Acho que nem imagina o susto que deu por alguns instantes! Era tão simples olhar e ver que estava no lugar errado (e na hora mais errada ainda rsrs).
Passado o susto, o atendimento fluiu normalmente.
Coisas que acontecem!!
sexta-feira, 18 de março de 2016
Pé de Cana
Não posso afirmar com toda certeza - pois não fiz nenhuma pesquisa sobre - mas no tempo que trabalhei à noite tive a impressão que o álcool é um problema maior do que as drogas entre as meninas.
Eu quase caí nessa.
Era muito mais tranquilo atender sob efeito de álcool. Eu descobri que ficava mais solta e relaxada, então em dias de mais movimento eu bebia para trabalhar melhor.
Logo chegou pra trabalhar uma menina que bebia mesmo, todos os dias, de manhã, de tarde e de noite. Quando ela dormia na casa, no café da manhã já tomava uma latinha de cerveja. O mais engraçado é que ela não ficava bêbada, pelo menos não parecia alterada, acho que era o estado natural dela rsrs!
Todos os dias ela chegava com uma garrafa de vodka e um energético ou refrigerante, e sem perceber eu e as outras meninas já estávamos no mesmo ritmo. Claro que não era culpa da moça, afinal bebe quem quer... E confesso que a gente se divertia bastante! Nós deixávamos uma garrafa atrás da televisão, cheia de vodka e um pouco de energético, e dávamos SUPER goles antes de cada atendimento.
Chegamos a fazer um rodízio, cada dia uma levava a bebida. E não sobrava nada pra contar história no dia seguinte!
Quando fui para as boates a bebedeira continuou. Geralmente as boates dão uma dose (ou umas, depende a boate) para as meninas no início da noite. Eu sempre pedia a minha dose bem forte: "caprichada, pra incorporar a Juliana". E continuava bebendo no decorrer da madrugada, pois (além de gostar) ganhava comissão pelas bebidas que os clientes pagavam pra mim.
Não demorou muito para ver que estava bebendo demais. Mal chegava na boate e sentia uma verdadeira necessidade de beber. Minha qualidade de vida também não estava aquelas coisas: acordava super indisposta no dia seguinte, me sentia inchada, minha imunidade caiu bastante e sem falar que cheguei tropeçando em casa algumas vezes, o que acho horrível.
Eu vi que não estava legal e fiz o caminho de volta, decidi parar de beber tanto.
Conversei com o pessoal do bar e pedi para fazerem uns drinks falsos pra mim. Geralmente colocavam só energético.
Não parei de beber totalmente (não dispenso minha cervejinha aos fins de semana), mas nada comparado a antes.
Lembro de uma menina que fazia shows que tomava umas doses fortíssimas antes de cada show, e ela fazia uns 3 show na noite - fora as bebidas que os clientes davam. Sem beber, ela não conseguia. E isso era muito comum entre as meninas que faziam show. Eu mesma só criava coragem pra fazer strip depois de uma dose de coragem (e uma de álcool).
Uma vez uma menina caiu do pole dance com as costas em um balcão de mármore e saiu de ambulância.
Teve uma época que as meninas estavam bebendo demais, então a dona da boate disse que daria somente UMA dose para cada. Como eu não estava bebendo, algumas pediam para eu pegar a minha dose pra dar pra elas, ofereciam até dinheiro.
Banheiro vomitado era rotina.
Uma das meninas era novinha, tinha acabado de fazer 19 anos e havia começado a trabalhar a pouco tempo. Em um mês ela se transformou, bebia demais e fazia uns escândalos fora de série. Lembro de uma ocasião em que eu estava conversando com um cliente e vi ela passando e esbarrando em umas mesas. Fiquei de olho, pois vi que ela não tava legal, e de repente vi ela "sumindo" nos últimos degraus de uma escadinha que levava ao camarim. Quando fui atrás, lá estava ela engatinhando pelo chão e pedindo pra deixar ela deitada em um canto da boate. Claro que não deixei.
No dia seguinte acordo com uma mensagem da criatura perguntando o que aconteceu, porque estava morrendo de dor no pé!
"Amiga, sua LOKA! Você caiu na escada, se espatifou no chão, andou "de gatinho" e queria dormir no chão. Só isso!".
A noite e seus encantos, hahaha!
Eu quase caí nessa.
Era muito mais tranquilo atender sob efeito de álcool. Eu descobri que ficava mais solta e relaxada, então em dias de mais movimento eu bebia para trabalhar melhor.
Logo chegou pra trabalhar uma menina que bebia mesmo, todos os dias, de manhã, de tarde e de noite. Quando ela dormia na casa, no café da manhã já tomava uma latinha de cerveja. O mais engraçado é que ela não ficava bêbada, pelo menos não parecia alterada, acho que era o estado natural dela rsrs!
Todos os dias ela chegava com uma garrafa de vodka e um energético ou refrigerante, e sem perceber eu e as outras meninas já estávamos no mesmo ritmo. Claro que não era culpa da moça, afinal bebe quem quer... E confesso que a gente se divertia bastante! Nós deixávamos uma garrafa atrás da televisão, cheia de vodka e um pouco de energético, e dávamos SUPER goles antes de cada atendimento.
Chegamos a fazer um rodízio, cada dia uma levava a bebida. E não sobrava nada pra contar história no dia seguinte!
Quando fui para as boates a bebedeira continuou. Geralmente as boates dão uma dose (ou umas, depende a boate) para as meninas no início da noite. Eu sempre pedia a minha dose bem forte: "caprichada, pra incorporar a Juliana". E continuava bebendo no decorrer da madrugada, pois (além de gostar) ganhava comissão pelas bebidas que os clientes pagavam pra mim.
Não demorou muito para ver que estava bebendo demais. Mal chegava na boate e sentia uma verdadeira necessidade de beber. Minha qualidade de vida também não estava aquelas coisas: acordava super indisposta no dia seguinte, me sentia inchada, minha imunidade caiu bastante e sem falar que cheguei tropeçando em casa algumas vezes, o que acho horrível.
Eu vi que não estava legal e fiz o caminho de volta, decidi parar de beber tanto.
Conversei com o pessoal do bar e pedi para fazerem uns drinks falsos pra mim. Geralmente colocavam só energético.
Não parei de beber totalmente (não dispenso minha cervejinha aos fins de semana), mas nada comparado a antes.
Lembro de uma menina que fazia shows que tomava umas doses fortíssimas antes de cada show, e ela fazia uns 3 show na noite - fora as bebidas que os clientes davam. Sem beber, ela não conseguia. E isso era muito comum entre as meninas que faziam show. Eu mesma só criava coragem pra fazer strip depois de uma dose de coragem (e uma de álcool).
Uma vez uma menina caiu do pole dance com as costas em um balcão de mármore e saiu de ambulância.
Teve uma época que as meninas estavam bebendo demais, então a dona da boate disse que daria somente UMA dose para cada. Como eu não estava bebendo, algumas pediam para eu pegar a minha dose pra dar pra elas, ofereciam até dinheiro.
Banheiro vomitado era rotina.
Uma das meninas era novinha, tinha acabado de fazer 19 anos e havia começado a trabalhar a pouco tempo. Em um mês ela se transformou, bebia demais e fazia uns escândalos fora de série. Lembro de uma ocasião em que eu estava conversando com um cliente e vi ela passando e esbarrando em umas mesas. Fiquei de olho, pois vi que ela não tava legal, e de repente vi ela "sumindo" nos últimos degraus de uma escadinha que levava ao camarim. Quando fui atrás, lá estava ela engatinhando pelo chão e pedindo pra deixar ela deitada em um canto da boate. Claro que não deixei.
No dia seguinte acordo com uma mensagem da criatura perguntando o que aconteceu, porque estava morrendo de dor no pé!
"Amiga, sua LOKA! Você caiu na escada, se espatifou no chão, andou "de gatinho" e queria dormir no chão. Só isso!".
A noite e seus encantos, hahaha!
terça-feira, 8 de março de 2016
Paranóia
Certa vez me perguntaram em um comentário aqui no blog qual foi o pior atendimento que já fiz. Confesso que entre tantos, fica difícil eleger o melhor e o pior, mas não pude deixar de lembrar de um caso que aconteceu a um tempo atrás.
Foi na época que eu trabalhava a noite. A noite é cheia de bêbados e drogados, então inevitavelmente acontecem algumas situações meio chatas vez ou outra.
O cara chegou e me escolheu. Não aparentava estar transtornado, nem nada disso. Negociamos o cachê e fomos para o quarto. Assim que entrou no quarto pediu uma dose de Whisky e jogou uma peteca bem gorda de cocaína sobre o criado mudo.
-Quer cheirar?
-Não, obrigada. - Recusei educadamente.
É muito comum acontecer isso na noite (clientes que usam drogas, e que nos oferecem). Perdi as contas de quantas vezes aconteceu (e nunca caí na tentação - bom, não com os clientes [assunto para outro post]).
Alguns nem conseguem fazer nada quando estão sob o efeito do pó, ficam falando/espiando/cheirando/bebendo, enfim, são poucos os que realmente conseguem manter uma ereção e gozar.
O cliente em questão sentiu-se bem a vontade e começou a usar seu pó branco. Até aí tudo bem, o nariz é dele, faça o que quiser - desde que esteja pagando pela minha companhia rs.
Ele começou a contar que estava se separando, que ele e esposa estavam brigando na justiça, essas coisas...
Ficamos umas 3 horas no quarto (sem nem ao menos tirar a roupa), até que o dinheiro dele acabou. Aí que começou o problema.
Ele cismou que a esposa estava no lado de fora esperando ele com a Polícia. Se encolhia no canto da parede e espiava pela cortina. Não tinha NINGUÉM, mas ele jurava que estava vendo. Resultado: não queria sair do quarto.
O horário tinha encerrado, ele não tinha mais dinheiro, e eu não conseguia convencê-lo a sair. Era uma noite de muito movimento na casa, tinha show com umas strippers de fora, e ninguém se deu conta que meu tempo havia estourado (geralmente batem na porta ou ligam para avisar).
Ao mesmo tempo que ele não queria sair, também não parava de cheirar - e cada vez ia ficando pior.
Continuei tentando convencê-lo que não tinha ninguém na rua, e que eu realmente precisava sair do quarto. E aí o sujeito simplesmente tirou a chave da porta!
Respirei fundo e falei que se ele não abrisse, eu iria começar a gritar. E então ele apertou meu braço tão forte que fiquei uma semana com manchas roxas. Ele apertava e mandava eu ficar quieta. Não me deixava chegar perto da porta e nem do interfone.
A essa altura eu já estava bem assustada, e havia percebido que ficar falando e insistindo só iria piorar as coisas.
Falei pela última vez que não havia ninguém, e expliquei calmamente que eu precisava sair do quarto. Fui tomar um banho e me arrumar, pensando no que iria fazer. Eu estava com medo de ele ficar mais agressivo do que já estava.
Por sorte, Deus, ou destino, quando saí do banho ele estava se preparando para sair do quarto também, e eu respirei aliviada. Não sei o que poderia ter acontecido naquele quarto, mas agradeço até hoje pelo fato de ele ter mudado de ideia.
Posso entender perfeitamente os motivos que levam a esposa a pedir separação. Eu hein!
Foi na época que eu trabalhava a noite. A noite é cheia de bêbados e drogados, então inevitavelmente acontecem algumas situações meio chatas vez ou outra.
O cara chegou e me escolheu. Não aparentava estar transtornado, nem nada disso. Negociamos o cachê e fomos para o quarto. Assim que entrou no quarto pediu uma dose de Whisky e jogou uma peteca bem gorda de cocaína sobre o criado mudo.
-Quer cheirar?
-Não, obrigada. - Recusei educadamente.
É muito comum acontecer isso na noite (clientes que usam drogas, e que nos oferecem). Perdi as contas de quantas vezes aconteceu (e nunca caí na tentação - bom, não com os clientes [assunto para outro post]).
Alguns nem conseguem fazer nada quando estão sob o efeito do pó, ficam falando/espiando/cheirando/bebendo, enfim, são poucos os que realmente conseguem manter uma ereção e gozar.
O cliente em questão sentiu-se bem a vontade e começou a usar seu pó branco. Até aí tudo bem, o nariz é dele, faça o que quiser - desde que esteja pagando pela minha companhia rs.
Ele começou a contar que estava se separando, que ele e esposa estavam brigando na justiça, essas coisas...
Ficamos umas 3 horas no quarto (sem nem ao menos tirar a roupa), até que o dinheiro dele acabou. Aí que começou o problema.
Ele cismou que a esposa estava no lado de fora esperando ele com a Polícia. Se encolhia no canto da parede e espiava pela cortina. Não tinha NINGUÉM, mas ele jurava que estava vendo. Resultado: não queria sair do quarto.
O horário tinha encerrado, ele não tinha mais dinheiro, e eu não conseguia convencê-lo a sair. Era uma noite de muito movimento na casa, tinha show com umas strippers de fora, e ninguém se deu conta que meu tempo havia estourado (geralmente batem na porta ou ligam para avisar).
Ao mesmo tempo que ele não queria sair, também não parava de cheirar - e cada vez ia ficando pior.
Continuei tentando convencê-lo que não tinha ninguém na rua, e que eu realmente precisava sair do quarto. E aí o sujeito simplesmente tirou a chave da porta!
Respirei fundo e falei que se ele não abrisse, eu iria começar a gritar. E então ele apertou meu braço tão forte que fiquei uma semana com manchas roxas. Ele apertava e mandava eu ficar quieta. Não me deixava chegar perto da porta e nem do interfone.
A essa altura eu já estava bem assustada, e havia percebido que ficar falando e insistindo só iria piorar as coisas.
Falei pela última vez que não havia ninguém, e expliquei calmamente que eu precisava sair do quarto. Fui tomar um banho e me arrumar, pensando no que iria fazer. Eu estava com medo de ele ficar mais agressivo do que já estava.
Por sorte, Deus, ou destino, quando saí do banho ele estava se preparando para sair do quarto também, e eu respirei aliviada. Não sei o que poderia ter acontecido naquele quarto, mas agradeço até hoje pelo fato de ele ter mudado de ideia.
Posso entender perfeitamente os motivos que levam a esposa a pedir separação. Eu hein!
quarta-feira, 2 de março de 2016
Péssima Memória Fotográfica
Lá estava eu na farmácia comprando o estoque de preservativo da semana, quando uma criatura se aproxima de mim e fala:
-Ju?
Bom, Juliana é meu nome "artístico" rs, mas já me acostumei tanto com ele que quando escuto um "Ju" ou "Juliana" é impossível não olhar. Em alguns momentos até me dá um branco quando perguntam meu nome, raciocino uns 2 segundos antes de responder (pra analisar a situação que estou rs).
Olhei. E era comigo mesmo.
O sujeito pergunta:
-Lembra de mim?
Eu dou aquele sorriso amarelo (não fazia ideia) e aquele:
-Oi, tudo bem?
Ele falou alguma coisa sobre eu ter atendido ele um tempo atrás. Eu falei mais alguma coisa, e fui pro caixa. Nada contra clientes me cumprimentarem na rua, mas é que a minha memória fotográfica é REALMENTE péssima. Memorizo textos e datas com facilidade. Mas imagens... Sou péssima! Eu preciso ver a pessoa algumas vezes até memorizar o rosto, e isso já me rendeu alguns constrangimentos.
Na casa de massagem tinha entra-e-sai o dia inteiro. Era bem difícil decorar o nome ou a fisionomia de todos. Eu tinha costume de chamar todos por nomes carinhosos, como "gatão", "coração" (hoje em dia costumo chamar de meu anjo ou amore rsrs)... Certo dia atendi um moreno que gostou muito de mim. Atendimento normal, tudo ok.
Alguns dias depois ele volta, e eu abro a porta:
-Oi gatão, tudo bem?
Ele me dá um beijo no rosto, entra, e eu pergunto:
-Você já conhece a casa? - Eu realmente não lembrava que era o mesmo sujeito que eu havia atendido alguns dias antes!
-Você não lembra de mim?
-Annn... Não!
-Então você chama todos de gatão?
-Sim... (Sou sincera!).
Ele fez uma cara muito triste. Coitado. Mas realmente não foi intencional, a culpa é da memória fotográfica!
Fizemos o programa, mas ele não apareceu mais.
Outra vez atendi um cliente na boate numa segunda-feira, e na terça ele voltou. Pensem no conjunto: boate, bebida, luz negra... Tudo fica mais complicado ainda! Cheguei e comecei a puxar assunto:
-Qual seu nome, de onde é, está passeando ou a trabalho - etc.
Ele perguntou:
-Você não é a Juliana?
-Sim, sou...
-Vou no carro buscar uma coisa e já volto.
Ele nunca mais voltou. Depois uma colega me falou que eu tinha atendido ele na noite anterior, daí eu lembrei - mas já era tarde rsrs!
Hoje em dia, como tenho contato com menos clientes por dia, e a maioria tem foto no Whatsapp, fica mais simples - mas mesmo assim é capaz de esbarrar com alguem na rua e não ter certeza se e a pessoa.
-Ju?
Bom, Juliana é meu nome "artístico" rs, mas já me acostumei tanto com ele que quando escuto um "Ju" ou "Juliana" é impossível não olhar. Em alguns momentos até me dá um branco quando perguntam meu nome, raciocino uns 2 segundos antes de responder (pra analisar a situação que estou rs).
Olhei. E era comigo mesmo.
O sujeito pergunta:
-Lembra de mim?
Eu dou aquele sorriso amarelo (não fazia ideia) e aquele:
-Oi, tudo bem?
Ele falou alguma coisa sobre eu ter atendido ele um tempo atrás. Eu falei mais alguma coisa, e fui pro caixa. Nada contra clientes me cumprimentarem na rua, mas é que a minha memória fotográfica é REALMENTE péssima. Memorizo textos e datas com facilidade. Mas imagens... Sou péssima! Eu preciso ver a pessoa algumas vezes até memorizar o rosto, e isso já me rendeu alguns constrangimentos.
Na casa de massagem tinha entra-e-sai o dia inteiro. Era bem difícil decorar o nome ou a fisionomia de todos. Eu tinha costume de chamar todos por nomes carinhosos, como "gatão", "coração" (hoje em dia costumo chamar de meu anjo ou amore rsrs)... Certo dia atendi um moreno que gostou muito de mim. Atendimento normal, tudo ok.
Alguns dias depois ele volta, e eu abro a porta:
-Oi gatão, tudo bem?
Ele me dá um beijo no rosto, entra, e eu pergunto:
-Você já conhece a casa? - Eu realmente não lembrava que era o mesmo sujeito que eu havia atendido alguns dias antes!
-Você não lembra de mim?
-Annn... Não!
-Então você chama todos de gatão?
-Sim... (Sou sincera!).
Ele fez uma cara muito triste. Coitado. Mas realmente não foi intencional, a culpa é da memória fotográfica!
Fizemos o programa, mas ele não apareceu mais.
Outra vez atendi um cliente na boate numa segunda-feira, e na terça ele voltou. Pensem no conjunto: boate, bebida, luz negra... Tudo fica mais complicado ainda! Cheguei e comecei a puxar assunto:
-Qual seu nome, de onde é, está passeando ou a trabalho - etc.
Ele perguntou:
-Você não é a Juliana?
-Sim, sou...
-Vou no carro buscar uma coisa e já volto.
Ele nunca mais voltou. Depois uma colega me falou que eu tinha atendido ele na noite anterior, daí eu lembrei - mas já era tarde rsrs!
Hoje em dia, como tenho contato com menos clientes por dia, e a maioria tem foto no Whatsapp, fica mais simples - mas mesmo assim é capaz de esbarrar com alguem na rua e não ter certeza se e a pessoa.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
Pedofilia
Pedofilia é algo que me deixa realmente nervosa e desacreditada do ser humano. Acho que gera revolta em qualquer pessoa normal, e piora quando somos pais.
Certo dia atendi um cliente que gostava de imaginar algumas coisas durante a relação. Ele me contou isso no início do programa e disse que se ficasse "pesado" demais pra mim era só avisar que ele parava.
Ele começou imaginando que eu era sua cunhada. Ficava falando coisas do tipo "fiquei louco naquele dia que você estava de shortinho branco" e "transo com sua irmã pensando em você". Até aí tudo bem, tolerável né?
Seguiu imaginando, e falava que eu era sua prima. Ficou falando a vontade que tinha de comer a prima e blá blá blá - "vai ser fichinha", eu pensei.
Até que ele começou a falar coisas do tipo "sempre te espio tomando banho" e "o papai adora ver você peladinha" e me dei conta que ele estava fantasiando sobre uma criança (ou adolescente). Antes que eu digerisse as palavras, ele falou mais uma meia dúzia de coisas nojentas, sobre espiar, tocar, alisar e colocar no colo.
Meu sangue ferveu. Sou mãe, e na hora minha vontade era arrancar os olhos dele com as unhas, martelar o saco dele, e tudo mais que pedofilos merecem. Mas lembrei que ele pediu pra avisar se ficasse pesado demais, e não hesitei em pedir pra parar.
-Paramos por aqui.
Ele prontamente parou de falar, e o atendimento se deu por encerrado. Eu realmente não iria conseguir continuar.
Ficou aquele clima super chato, ele tentou se explicar dizendo que não fazia nada daquilo, mas que realmente imaginava e ficava fantasiando na hora do sexo. Eu me esforcei pra acreditar nisso, mas só de saber que ele se excitava imaginando esse tipo de coisa, fiquei mal.
Tem doido pra tudo, e doentes sem escrúpulos também.
Certo dia atendi um cliente que gostava de imaginar algumas coisas durante a relação. Ele me contou isso no início do programa e disse que se ficasse "pesado" demais pra mim era só avisar que ele parava.
Ele começou imaginando que eu era sua cunhada. Ficava falando coisas do tipo "fiquei louco naquele dia que você estava de shortinho branco" e "transo com sua irmã pensando em você". Até aí tudo bem, tolerável né?
Seguiu imaginando, e falava que eu era sua prima. Ficou falando a vontade que tinha de comer a prima e blá blá blá - "vai ser fichinha", eu pensei.
Até que ele começou a falar coisas do tipo "sempre te espio tomando banho" e "o papai adora ver você peladinha" e me dei conta que ele estava fantasiando sobre uma criança (ou adolescente). Antes que eu digerisse as palavras, ele falou mais uma meia dúzia de coisas nojentas, sobre espiar, tocar, alisar e colocar no colo.
Meu sangue ferveu. Sou mãe, e na hora minha vontade era arrancar os olhos dele com as unhas, martelar o saco dele, e tudo mais que pedofilos merecem. Mas lembrei que ele pediu pra avisar se ficasse pesado demais, e não hesitei em pedir pra parar.
-Paramos por aqui.
Ele prontamente parou de falar, e o atendimento se deu por encerrado. Eu realmente não iria conseguir continuar.
Ficou aquele clima super chato, ele tentou se explicar dizendo que não fazia nada daquilo, mas que realmente imaginava e ficava fantasiando na hora do sexo. Eu me esforcei pra acreditar nisso, mas só de saber que ele se excitava imaginando esse tipo de coisa, fiquei mal.
Tem doido pra tudo, e doentes sem escrúpulos também.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
Boca de Bueiro
Prefiro mil vezes trabalhar de dia, descobri que sou diurna e que dormir e acordar cedo me faz bem. Mas confesso que me diverti muito na noite e que as melhores e mais inusitadas histórias acontecem na madrugada. Acho bem mais sofrido e desgastante também.
Mas vamos ao "causo". Ouvi a história no camarim de uma boate bem famosa aqui em Floripa. Camarins são ótimos, é lá que rolam vários "babados" e tudo vem à tona. No salão as meninas ficam focadas em clientes=ganhar dinheiro, nos camarins elas conversam/discutem/falam de tudo, enfim... São elas mesmas.
Lá estava eu retocando meu batom quando uma menina entra reclamando que iriam descontar R$100 de um programa dela.
O motivo?
Segundo ela, o cliente era grosseiro e tinha um mau hálito quase insuportável. Ela ficou 40 minutos com ele por R$600 (ele era alemão e cachê mais alto para gringos é quase regra em boates), e no fim do programa ela perguntou:
-Você é casado?
-Sim - Ele respondeu
-Sua mulher não te ama. Está com você por causa do dinheiro.
Ele olhou sério, entendia português muito bem, e ela continuou:
-Se ela te amasse já teria te avisado que sua boca é podre, pior do que um bueiro.
E saiu do quarto, ALOKAAA!
Ele reclamou para o gerente. Ela levou uma multa de R$100. Rimos da situação e a noite seguiu.
Mas vamos ao "causo". Ouvi a história no camarim de uma boate bem famosa aqui em Floripa. Camarins são ótimos, é lá que rolam vários "babados" e tudo vem à tona. No salão as meninas ficam focadas em clientes=ganhar dinheiro, nos camarins elas conversam/discutem/falam de tudo, enfim... São elas mesmas.
Lá estava eu retocando meu batom quando uma menina entra reclamando que iriam descontar R$100 de um programa dela.
O motivo?
Segundo ela, o cliente era grosseiro e tinha um mau hálito quase insuportável. Ela ficou 40 minutos com ele por R$600 (ele era alemão e cachê mais alto para gringos é quase regra em boates), e no fim do programa ela perguntou:
-Você é casado?
-Sim - Ele respondeu
-Sua mulher não te ama. Está com você por causa do dinheiro.
Ele olhou sério, entendia português muito bem, e ela continuou:
-Se ela te amasse já teria te avisado que sua boca é podre, pior do que um bueiro.
E saiu do quarto, ALOKAAA!
Ele reclamou para o gerente. Ela levou uma multa de R$100. Rimos da situação e a noite seguiu.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
Puro Glamour - Só que não
Era minha primeira noite em uma das boates mais famosas da cidade. Sempre ouvia falar que lá estavam as mulheres mais gostosas, e que cobravam cachês altíssimos. Me falaram também que se a garota não estava no padrão da casa, eles não deixavam entrar. Senti um frio na barriga, pois apesar de estar satisfeita com meu corpo, sei que não sou nenhuma panicat.
Chamei uma amiga pra ir comigo, e ela topou. Coloquei meu melhor vestido, arrumei meu cabelo e fiz uma boa maquiagem, então chamamos o táxi. Tensão total, mas quando chegamos... Entramos!
Música alta, muitas mulheres e comecei a caçar algum cliente - tentando enxergar algo entre a fumaça e a luz negra.
Encostei num senhor de 85 anos!!! Não, você não leu errado. 85 anos! Curtindo a noitada no melhor estilo. E digo mais: bem lúcido, tomando Whisky do bom e super bem vestido e cheiroso. Como se não bastasse, era um juiz aposentado de outro estado que estava de passagem pela cidade, e acho que pela idade as meninas não investiram nele e... Eu peguei! Cachê acertado, fomos pro quarto/cabine onde (sei que ficaram curiosos) ELE CONSEGUIU CONSUMAR O FATO - claro que não durou muito tempo, mas daí já é exigir demais ne - eu até pedi pra ver um documento dele pra conferir a idade. Eu gosto de atender homens mais maduros, mas 85 foi como transar com meu bisavô. Mas enfim... Estava lá pra faturar e a noite começou bem.
Mas só começou... A disputa lá era tensa. Muitas mulheres! Nem todas TÃO panicats como eu imaginava, mas todas bonitas e ambiciosas. As mais experientes quase não davam chance para as novatas e "abocanhavam" o cliente rápido. Às vezes não dava nem tempo, e o jeito era torcer pra sobrar algum. Minha amiga desistiu e foi embora. Eu fiquei lá, firme e forte.
Conversei com um, com outro, e nada de ir pro quarto. No final da noite, quase 4:30h (horário de fechar) eu já estava cansada, com os pés doendo, encostada no balcão, quando um rapaz se aproximou e começamos a negociar uma saída para o hotel dele.
Eu estava acabada, mas estava ali pra ganhar dinheiro, e topei. Enquanto conversávamos ele perguntou se eu queria tomar algo. Eu pedi champanhe, pois ele parecia $$$ bem legal $$$.
E daí que ferrou tudo.
Eu achei que viria UMA taça de champanhe, pois a noite inteira pedi cocktails que vieram em taças. Boate fechando, eu podre de cansaço e louca pra ir fazer o programa e ir embora... E lá vem um BALDE com uma GARRAFA CHEINHA, com morangos de acompanhamento e tudo!
Tomei a primeira taça. A segunda. E depois tive que começar a regar as plantas/chão/qualquer lugar com champanhe pra me livrar daquela garrafa.
No fim das contas o cartão do bonito não passou. Ele não era tão $ legal $, não teve saída e eu fui pra casa enjoada de tanto champanhe.
Pensa no glamour e na dor de cabeça no dia seguinte!
Chamei uma amiga pra ir comigo, e ela topou. Coloquei meu melhor vestido, arrumei meu cabelo e fiz uma boa maquiagem, então chamamos o táxi. Tensão total, mas quando chegamos... Entramos!
Música alta, muitas mulheres e comecei a caçar algum cliente - tentando enxergar algo entre a fumaça e a luz negra.
Encostei num senhor de 85 anos!!! Não, você não leu errado. 85 anos! Curtindo a noitada no melhor estilo. E digo mais: bem lúcido, tomando Whisky do bom e super bem vestido e cheiroso. Como se não bastasse, era um juiz aposentado de outro estado que estava de passagem pela cidade, e acho que pela idade as meninas não investiram nele e... Eu peguei! Cachê acertado, fomos pro quarto/cabine onde (sei que ficaram curiosos) ELE CONSEGUIU CONSUMAR O FATO - claro que não durou muito tempo, mas daí já é exigir demais ne - eu até pedi pra ver um documento dele pra conferir a idade. Eu gosto de atender homens mais maduros, mas 85 foi como transar com meu bisavô. Mas enfim... Estava lá pra faturar e a noite começou bem.
Mas só começou... A disputa lá era tensa. Muitas mulheres! Nem todas TÃO panicats como eu imaginava, mas todas bonitas e ambiciosas. As mais experientes quase não davam chance para as novatas e "abocanhavam" o cliente rápido. Às vezes não dava nem tempo, e o jeito era torcer pra sobrar algum. Minha amiga desistiu e foi embora. Eu fiquei lá, firme e forte.
Conversei com um, com outro, e nada de ir pro quarto. No final da noite, quase 4:30h (horário de fechar) eu já estava cansada, com os pés doendo, encostada no balcão, quando um rapaz se aproximou e começamos a negociar uma saída para o hotel dele.
Eu estava acabada, mas estava ali pra ganhar dinheiro, e topei. Enquanto conversávamos ele perguntou se eu queria tomar algo. Eu pedi champanhe, pois ele parecia $$$ bem legal $$$.
E daí que ferrou tudo.
Eu achei que viria UMA taça de champanhe, pois a noite inteira pedi cocktails que vieram em taças. Boate fechando, eu podre de cansaço e louca pra ir fazer o programa e ir embora... E lá vem um BALDE com uma GARRAFA CHEINHA, com morangos de acompanhamento e tudo!
Tomei a primeira taça. A segunda. E depois tive que começar a regar as plantas/chão/qualquer lugar com champanhe pra me livrar daquela garrafa.
No fim das contas o cartão do bonito não passou. Ele não era tão $ legal $, não teve saída e eu fui pra casa enjoada de tanto champanhe.
Pensa no glamour e na dor de cabeça no dia seguinte!
quinta-feira, 28 de janeiro de 2016
Brabo... E brocha!
Brochar é normal. Desde que não seja com frequência, claro (se for o caso, corre pro urologista que existem diversos tratamentos hoje em dia).
Às vezes acontece em alguns atendimentos, normalmente devido ao nervosismo ou ansiedade do cliente. Pode ser falta de "clima" também, vai saber!
Eu procuro agir naturalmente. Tento relaxar o cliente, fazer massagem, conversar um pouco, enfim. São coisas que acontecem, pelo menos uma vez na vida de um homem (se "nunca aconteceu com você", comece a se preparar para o momento rs).
Eu procuro agir naturalmente. Tento relaxar o cliente, fazer massagem, conversar um pouco, enfim. São coisas que acontecem, pelo menos uma vez na vida de um homem (se "nunca aconteceu com você", comece a se preparar para o momento rs).
Os clientes costumam levar na boa também. Ficam frustrados é claro, mas fazer o que?
Certa vez um colocou a culpa em mim. Nem preciso dizer onde foi ne? Casa de massagem hahaha - o antro dos "causos".
O bonito chegou no meio da tarde e me escolheu. Fomos para o quarto, e nesse dia inclusive eu estava super calma (na casa de massagem o stress é tanto que fica difícil atender todos os clientes bem durante muito tempo). Comecei o atendimento, tudo normal. O problema é que o pinto dele ficava duro, e amolecia em seguida.
Eu enchendo ele de carinho, beijinhos, e ele lá: duro, mole, duro, mole.
Tudo fluía normal, tirando o detalhe da "moleza", quando de repente ele se levantou indignado e disse que eu era muito fria, que eu não estava com vontade, e por isso ele não conseguia ficar com o pinto duro.
Disse que queria o dinheiro de volta!
Aham. Eu lá pelada, me esforçando, beijando e chupando igual maluca, só faltava fazer uma dança indígena pra ver se dava jeito... E ia devolver os míseros reais que eu ganhava? Calma aí que não é assim que funciona!
Tentei conversar com jeito, mas ele tava frustrado e nervoso. Chamou a dona da casa, que deu a razão pra mim mas pra não se estressar devolveu o dinheiro (mas minha pequena parte eu ganhei).
Discutimos um pouco e ele foi embora.
Fiquei com tanta raiva que quando ele estava na rua fiz questão de ir até o portão e chamá-lo de BROCHA, bem alto.
Não costumo e nem gosto desse tipo de coisa. Mas tem gente que pede ne?
Depois que passa a gente dá boas risadas!
sexta-feira, 22 de janeiro de 2016
Pinto Pequenino
Já comentei aqui sobre o pinto gigante. Eu não sou muito ligada em tamanho. Na verdade os muito avantajados machucam um pouco se não souber fazer com jeito.
E existem pintos pequenos também, claro. Alguns são realmente pequeninos. Tem cliente que não dá bola, mas percebo que alguns ficam constrangidos.
Certo dia atendi um cliente, e quando ele tirou a cueca lá estava um pequeno, bem durinho. Era tão pequeno que parecia um pinto de criança grudado em um adulto.
Alguns são pequenos e depois que crescem surpreendem. Mas outros permanecem pequenos mesmo, e esse era um deles.
Talvez tenha sido o menor que eu já vi.
Mas o fato foi que o cliente me deixava sem jeito, falando coisas como
"Grandão o meu pau ne gata" ou "Você nunca viu um tão grande ne!"
Claro que ele estava sendo debochado, mas falava de um jeito sério e sem rir, creio que pra ver minha reação. E eu não sabia o que falar, pois pensava: "Se eu rir, ele pode achar ruim" e se eu concordar ele vai dizer que sou cínica demais. Então eu apenas concordava, fazia cara de safada e continuava fazendo o serviço. Vou falar o que?
Segue a vida!!
E existem pintos pequenos também, claro. Alguns são realmente pequeninos. Tem cliente que não dá bola, mas percebo que alguns ficam constrangidos.
Certo dia atendi um cliente, e quando ele tirou a cueca lá estava um pequeno, bem durinho. Era tão pequeno que parecia um pinto de criança grudado em um adulto.
Alguns são pequenos e depois que crescem surpreendem. Mas outros permanecem pequenos mesmo, e esse era um deles.
Talvez tenha sido o menor que eu já vi.
Mas o fato foi que o cliente me deixava sem jeito, falando coisas como
"Grandão o meu pau ne gata" ou "Você nunca viu um tão grande ne!"
Claro que ele estava sendo debochado, mas falava de um jeito sério e sem rir, creio que pra ver minha reação. E eu não sabia o que falar, pois pensava: "Se eu rir, ele pode achar ruim" e se eu concordar ele vai dizer que sou cínica demais. Então eu apenas concordava, fazia cara de safada e continuava fazendo o serviço. Vou falar o que?
Segue a vida!!
segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
Natasha
Natasha foi personagem do meu último post. Ela foi uma das primeiras GPs que conheci, pois trabalhava na casa de massagem.
Ela era de outro estado, e até onde sei era meio que foragida. Não sei até hoje se da policia ou de outros bandidos, mas lembro que vivia meio tensa e não podia pegar emprego de carteira assinada.
Ela era viuva de um traficante, tinha levado tiro, e feito umas coisas bem loucas no passado.
Lembro que uma vez ela se acidentou de carro e se quebrou toda. Ficou uns dias sem trabalhar, mas nossa cafetina era realmente doida e acho que insistia pra ela ir mesmo assim. E ela foi, usando tipoia no braço, cheia de manchas roxas e ralados pelo corpo. Até o rosto estava meio inchado, pensem numa mulher toda quebrada!
E não é que tinha cliente que escolhia ela assim mesmo?
Pra quem não sabe, casa de massagem é um lugar em que o cliente entra, vê todas as meninas que tem na casa, e escolhe uma (ou mais). Bem prático, né?
Aí eu fico pensando... O que leva um cara a escolher uma mulher que tá toda quebrada? Hahaha.
Tipo, você tem várias mulheres na sua frente e escolhe a que mal consegue se mexer.
Ainda bem por ela, pois precisava do dinheiro e tinha filhos pra criar.
Mas eu, pessoalmente, achava o cúmulo do sadismo da parte do cliente.
Mas enfim, quem tá na chuva é pra se molhar, né? ☔
Ela era de outro estado, e até onde sei era meio que foragida. Não sei até hoje se da policia ou de outros bandidos, mas lembro que vivia meio tensa e não podia pegar emprego de carteira assinada.
Ela era viuva de um traficante, tinha levado tiro, e feito umas coisas bem loucas no passado.
Lembro que uma vez ela se acidentou de carro e se quebrou toda. Ficou uns dias sem trabalhar, mas nossa cafetina era realmente doida e acho que insistia pra ela ir mesmo assim. E ela foi, usando tipoia no braço, cheia de manchas roxas e ralados pelo corpo. Até o rosto estava meio inchado, pensem numa mulher toda quebrada!
E não é que tinha cliente que escolhia ela assim mesmo?
Pra quem não sabe, casa de massagem é um lugar em que o cliente entra, vê todas as meninas que tem na casa, e escolhe uma (ou mais). Bem prático, né?
Aí eu fico pensando... O que leva um cara a escolher uma mulher que tá toda quebrada? Hahaha.
Tipo, você tem várias mulheres na sua frente e escolhe a que mal consegue se mexer.
Ainda bem por ela, pois precisava do dinheiro e tinha filhos pra criar.
Mas eu, pessoalmente, achava o cúmulo do sadismo da parte do cliente.
Mas enfim, quem tá na chuva é pra se molhar, né? ☔
quinta-feira, 7 de janeiro de 2016
Trabalho Sujo
Ontem lembrei de um "causo" DAQUELES, e não podia deixar de registrar aqui.
Se você tem o estômago fraco, já aviso: pare de ler e volte daqui alguns dias!
Já dei diversos exemplos de que a prostituição não é só glamour como muita gente pensa. Claro que quando se cobra um cachê razoável, a tendência é que os clientes sejam mais "filtrados" (e mesmo assim acontecem algumas coisas de vez em quando). Mas lá na zona mesmo, é onde o lado mais trash vem a tona.
Nem preciso dizer que essa é mais uma história que aconteceu lá na casa de massagem onde o programa era R$70. Já faz quase 1 ano que saí de lá, mas os meses que trabalhei lá foram os que mais me renderam histórias bizarras.
Era madrugada, a casa fica no centro de Florianópolis, e aparecia MUITA figura por lá. Drogados e bêbados faziam parte da rotina (aliás, fazem parte da noite em geral).
Não aconteceu comigo, mas com uma menina chamada Natasha.
O cliente foi para o quarto com ela, e antes de consumarem o fato ele foi tomar banho. Nada mal né? Banhozinho antes do sexo, sempre bom!
Aí a bonita ficou esperando ele em cima da cama, e de repente começou a sentir cheiro de... merda!
Desculpem a palavra, mas "cocô" não expressaria tão bem o que quero dizer. Ela conta que o cheiro era muito forte, e resolveu ir ver o que estava acontecendo no banheiro.
E não é que o cara tinha CAGADO no banho e estava tentando empurrar aquela merda toda pelo ralo?
Gente, simplesmente sem explicação! Todos os quartos possuíam chuveiro e vaso sanitário. Apesar de ser uma casa de programa com valor baixo, era tudo muito ajeitado (e limpo). Não sei até hoje porquê o cara cagou no banho!
Resumo da história: ela falou poucas e boas pra ele, e os 30 minutos que ele pagou para ficar com ela, foram usados para que ele mesmo limpasse a merda toda. Nada mais justo né?
Sem falar nos que vomitam. Comigo nunca aconteceu, graças! Mas já ouvi umas 2 ou 3 meninas contando sobre clientes que vomitaram na hora (culpa da maldita). E já vi (não vi a cena, mas estava no dia) uma garota que vomitou na hora de atender o cliente (excesso de vinho). Claro que ele pediu o dinheiro de volta, após ficar uma hora segurando os cabelos dela e ajudando a coitada.
Quanto a mim, o mais nojento que presenciei foi um pequeno acidente após a inversão. Tirei o vibrador de dentro do rapaz, e veio uma surpresa junto. Situação difícil mas contornada com sucesso (e prendendo a respiração). Por isso aviso: dê o c* a vontade, mas faça a chuca antes de encontrar a acompanhante!
É minha gente... Rapadura é doce mas não é mole!!
Se você tem o estômago fraco, já aviso: pare de ler e volte daqui alguns dias!
Já dei diversos exemplos de que a prostituição não é só glamour como muita gente pensa. Claro que quando se cobra um cachê razoável, a tendência é que os clientes sejam mais "filtrados" (e mesmo assim acontecem algumas coisas de vez em quando). Mas lá na zona mesmo, é onde o lado mais trash vem a tona.
Nem preciso dizer que essa é mais uma história que aconteceu lá na casa de massagem onde o programa era R$70. Já faz quase 1 ano que saí de lá, mas os meses que trabalhei lá foram os que mais me renderam histórias bizarras.
Era madrugada, a casa fica no centro de Florianópolis, e aparecia MUITA figura por lá. Drogados e bêbados faziam parte da rotina (aliás, fazem parte da noite em geral).
Não aconteceu comigo, mas com uma menina chamada Natasha.
O cliente foi para o quarto com ela, e antes de consumarem o fato ele foi tomar banho. Nada mal né? Banhozinho antes do sexo, sempre bom!
Aí a bonita ficou esperando ele em cima da cama, e de repente começou a sentir cheiro de... merda!
Desculpem a palavra, mas "cocô" não expressaria tão bem o que quero dizer. Ela conta que o cheiro era muito forte, e resolveu ir ver o que estava acontecendo no banheiro.
E não é que o cara tinha CAGADO no banho e estava tentando empurrar aquela merda toda pelo ralo?
Gente, simplesmente sem explicação! Todos os quartos possuíam chuveiro e vaso sanitário. Apesar de ser uma casa de programa com valor baixo, era tudo muito ajeitado (e limpo). Não sei até hoje porquê o cara cagou no banho!
Resumo da história: ela falou poucas e boas pra ele, e os 30 minutos que ele pagou para ficar com ela, foram usados para que ele mesmo limpasse a merda toda. Nada mais justo né?
Sem falar nos que vomitam. Comigo nunca aconteceu, graças! Mas já ouvi umas 2 ou 3 meninas contando sobre clientes que vomitaram na hora (culpa da maldita). E já vi (não vi a cena, mas estava no dia) uma garota que vomitou na hora de atender o cliente (excesso de vinho). Claro que ele pediu o dinheiro de volta, após ficar uma hora segurando os cabelos dela e ajudando a coitada.
Quanto a mim, o mais nojento que presenciei foi um pequeno acidente após a inversão. Tirei o vibrador de dentro do rapaz, e veio uma surpresa junto. Situação difícil mas contornada com sucesso (e prendendo a respiração). Por isso aviso: dê o c* a vontade, mas faça a chuca antes de encontrar a acompanhante!
É minha gente... Rapadura é doce mas não é mole!!
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
Tarado do Ônibus
Voltando aos "causos da noite" (ou da manhã, tarde, madrugada).
Novamente na casa de massagem. Realmente, lá era o local campeão de "fetiches" e pedidos diferentes. Continuo achando que é porque o preço era mais em conta, e a rotatividade maior... Então, volta e meia acontecia alguma coisa que saía do comum.
O cliente era um senhor, devia ter seus 60 anos ou um pouquinho mais. Sempre "ia" com uma amiga minha, a Japa. Depois que ela foi embora da casa, começou a "ir" comigo. Era muito bom atender ele, simplesmente porque não precisava fazer NADA além de ficar parada, em pé, com as mãos para cima como se estivesse segurando o "ferrinho" do ônibus.
Já deu pra imaginar o que ele gostava? Sim... Se "esfregar", como se estivesse dentro de um ônibus.
O mais legal de toda encenação que ele fazia, é que entrava no quarto e dava boa noite para um motorista imaginário, fingia que pagava a passagem, para só então começar a se esfregar em mim. Não precisava tirar a roupa (afinal, ninguém anda de ônibus pelado), ele vinha por trás e ficava "roçando" de um lado pro outro, imitando o movimento do ônibus.
Gozava assim mesmo, nas calças. E ia embora.
Fico imaginando a vontade que esse homem passava cada vez que pegava um ônibus. Mas pensem bem: melhor matar a vontade com uma GP, do que fazer de verdade né?
Novamente na casa de massagem. Realmente, lá era o local campeão de "fetiches" e pedidos diferentes. Continuo achando que é porque o preço era mais em conta, e a rotatividade maior... Então, volta e meia acontecia alguma coisa que saía do comum.
O cliente era um senhor, devia ter seus 60 anos ou um pouquinho mais. Sempre "ia" com uma amiga minha, a Japa. Depois que ela foi embora da casa, começou a "ir" comigo. Era muito bom atender ele, simplesmente porque não precisava fazer NADA além de ficar parada, em pé, com as mãos para cima como se estivesse segurando o "ferrinho" do ônibus.
Já deu pra imaginar o que ele gostava? Sim... Se "esfregar", como se estivesse dentro de um ônibus.
O mais legal de toda encenação que ele fazia, é que entrava no quarto e dava boa noite para um motorista imaginário, fingia que pagava a passagem, para só então começar a se esfregar em mim. Não precisava tirar a roupa (afinal, ninguém anda de ônibus pelado), ele vinha por trás e ficava "roçando" de um lado pro outro, imitando o movimento do ônibus.
Gozava assim mesmo, nas calças. E ia embora.
Fico imaginando a vontade que esse homem passava cada vez que pegava um ônibus. Mas pensem bem: melhor matar a vontade com uma GP, do que fazer de verdade né?
sábado, 7 de novembro de 2015
Fetiches Estranhos
No último post relembrei o caso do possível necrófilo. Realmente ele era estranho, mas não foi o único atendimento esquisito.
As pessoas tem mais fetiches estranhos do que se imagina, e depois que comecei a trabalhar assim pude ter certeza disso.
Imagino que alguns não tem liberdade (ou coragem) pra fazer algumas coisas em casa, e acabam procurando uma profissional para matar as vontades mais íntimas (e diferentes).
Chuva dourada é fichinha. Volta e meia alguém pede. Pra mim é tranquilo, bebo umas 2 cervejas e já to pronta, rsrs.
Chuva de bronze (leia-se chuva de cocô) eu nunca fiz. Mas já pediram algumas vezes (não muitas, mas pediram). Esses tempos descobri que existe até chuva de morango, pelo nome imagina-se o que é né? Sim, minha gente, menstruação! O cliente pediu para eu avisá-lo quando estivesse naqueles dias. Mas não rolou não...
Fuckface (resumindo: um oral caprichadão, do tipo fudendo com a boca mesmo) também já é comum pedirem, mas a maioria quer uma coisa bem... Profunda! A ponto de vomitar e tal. Ainda não tive estômago pra isso.
Esses são os fetiches mais "hards", sujos (no sentido de sujeira mesmo), sei lá como quiserem chamar. Poderia ficar horas citando tantas coisas diferentes que já me pediram. Podolatria, inversão e submissão já fazem parte do rotina - nem considero mais "diferente".
Um dos casos diferentes foi o "cara do chinelo". Não aconteceu comigo, mas com uma colega na casa de massagem (onde aconteciam os casos mais estranhos, rs).
O cara ligou perguntando se alguma das meninas tinha chinelo. A resposta foi positiva, pois não ficávamos de salto o dia inteiro (só quando tinha cliente).
Uns 40 minutos depois, a campainha da toca:
-Oi, liguei agora a pouco perguntando se alguma menina tinha chinelo. Quero ser pisado.
Como todas tinham, ele fez a escolha: Raquel.
Depois de uns 10 minutos que eles estavam no quarto, ela saiu pedindo nossos chinelos emprestados.
Resumo da história: o cliente deitou-se no chão, pediu pra ela ficar pisando nele (de chinelo, óbvio) e enquanto isso lambia os outros chinelos das outras meninas. Diz ela que ele lambia com tanta vontade, que gozou assim mesmo. Sendo pisado e lambendo chinelos.
Éca!
As pessoas tem mais fetiches estranhos do que se imagina, e depois que comecei a trabalhar assim pude ter certeza disso.
Imagino que alguns não tem liberdade (ou coragem) pra fazer algumas coisas em casa, e acabam procurando uma profissional para matar as vontades mais íntimas (e diferentes).
Chuva dourada é fichinha. Volta e meia alguém pede. Pra mim é tranquilo, bebo umas 2 cervejas e já to pronta, rsrs.
Chuva de bronze (leia-se chuva de cocô) eu nunca fiz. Mas já pediram algumas vezes (não muitas, mas pediram). Esses tempos descobri que existe até chuva de morango, pelo nome imagina-se o que é né? Sim, minha gente, menstruação! O cliente pediu para eu avisá-lo quando estivesse naqueles dias. Mas não rolou não...
Fuckface (resumindo: um oral caprichadão, do tipo fudendo com a boca mesmo) também já é comum pedirem, mas a maioria quer uma coisa bem... Profunda! A ponto de vomitar e tal. Ainda não tive estômago pra isso.
Esses são os fetiches mais "hards", sujos (no sentido de sujeira mesmo), sei lá como quiserem chamar. Poderia ficar horas citando tantas coisas diferentes que já me pediram. Podolatria, inversão e submissão já fazem parte do rotina - nem considero mais "diferente".
Um dos casos diferentes foi o "cara do chinelo". Não aconteceu comigo, mas com uma colega na casa de massagem (onde aconteciam os casos mais estranhos, rs).
O cara ligou perguntando se alguma das meninas tinha chinelo. A resposta foi positiva, pois não ficávamos de salto o dia inteiro (só quando tinha cliente).
Uns 40 minutos depois, a campainha da toca:
-Oi, liguei agora a pouco perguntando se alguma menina tinha chinelo. Quero ser pisado.
Como todas tinham, ele fez a escolha: Raquel.
Depois de uns 10 minutos que eles estavam no quarto, ela saiu pedindo nossos chinelos emprestados.
Resumo da história: o cliente deitou-se no chão, pediu pra ela ficar pisando nele (de chinelo, óbvio) e enquanto isso lambia os outros chinelos das outras meninas. Diz ela que ele lambia com tanta vontade, que gozou assim mesmo. Sendo pisado e lambendo chinelos.
Éca!
segunda-feira, 2 de novembro de 2015
Mortos Não Falam
Não é por ser Finados, mas hoje lembrei de um cliente que sempre "ia comigo" na época da casa de massagem. Lá era onde aconteciam os casos mais estranhos.
Sempre que entrávamos no quarto ele colocava o ar-condicionado no mínimo.
-Gosto assim. - Ele dizia.
Pedia para eu me deitar de barriga pra cima e ficar quieta, sem falar e sem me me mexer. Ele vinha e "fazia o serviço". Em 15 minutos estava pronto pra ir embora.
Considerava até um atendimento fácil. Era só ficar deitada, calada.
Certo dia, após uma das vindas dele, a cafetina da casa (que iniciou a carreira sendo puta também), me falou:
-Esse cara gosta que finja de morta né?
Hoje, escrevendo assim, parece óbvio. Mas juro que eu nem havia me tocado disso. Até então eu achava que ele era apenas o cara que gostava que eu ficasse parada.
Ela continuou:
-Ele trabalha no necrotério, cemitério, sei lá.
E aí até a temperatura fria do quarto fez sentido pra mim (dããã).
Eu não consegui mais olhar o cliente com os "mesmos olhos". Por mais que ele fosse calmo e tranquilo, sempre ficava imaginando se ele transava com os corpos, ou sentia vontade mas matava a tara na zona.
Fiquei torcendo pela segunda opção, mas a idéia me parecia (e ainda parece) tão macabra que eu decidi não atendê-lo mais e sempre me escondia quando ele aparecia por lá.
Tem umas fantasias que não dá pra encarar...
Hoje, escrevendo assim, parece óbvio. Mas juro que eu nem havia me tocado disso. Até então eu achava que ele era apenas o cara que gostava que eu ficasse parada.
Ela continuou:
-Ele trabalha no necrotério, cemitério, sei lá.
E aí até a temperatura fria do quarto fez sentido pra mim (dããã).
Eu não consegui mais olhar o cliente com os "mesmos olhos". Por mais que ele fosse calmo e tranquilo, sempre ficava imaginando se ele transava com os corpos, ou sentia vontade mas matava a tara na zona.
Fiquei torcendo pela segunda opção, mas a idéia me parecia (e ainda parece) tão macabra que eu decidi não atendê-lo mais e sempre me escondia quando ele aparecia por lá.
Tem umas fantasias que não dá pra encarar...
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